Título: Lucien Goldmann
Título Original: Lucien Goldmann, ou La dialectique de la totalité
Subtítulo: ou a dialética da totalidade
Autor(a): Michael Löwy e Sami Naïr
Tradutor(a): Wanda Caldeira Brant
Páginas: 192
Ano de publicação: 2009
ISBN: 978-85-7559-128-4
Preço: R$ 43,00
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A Boitempo Editorial publica uma introdução à obra do filósofo e sociólogo Lucien Goldmann, um dos pensadores marxistas mais originais de sua geração. Lucien Goldmann, ou a dialética da totalidade foi lançado originalmente na França e ganha sua primeira edição em português.

Escrito por dois de seus mais ilustres discípulos – Michael Löwy e Sami Naïr foram orientados por Lucien Goldmann na École des Hautes Études en Sciences Sociales nos anos 1960 –, o livro apresenta o método goldmanniano e suas aplicações possíveis, como estudos sobre religião, literatura, sociologia, comunicação, em linguagem clara e acessível.

A obra de Goldmann representou um humanismo marxista radical que causou impacto entre os anos 1955 e 1975, sendo posteriormente marginalizada na França, primeiro pela moda do estruturalismo e, em seguida, pelo antimarxismo vulgar, hegemônico nos meios de comunicação. Crítico implacável do determinismo positivista, Goldmann clamava pelos direitos da consciência e do sujeito no processo histórico, rejeitando o positivismo, o cientificismo, o materialismo vulgar e a sociologia conformista.

Nascido em 1913, na Romênia, Goldmann graduou-se em direito. Ao chegar em Paris, no ano de 1934, conheceu a vida difícil de estudante estrangeiro, preparando um doutorado em economia política na Faculdade de Direito, uma licença em alemão e outra em filosofia na Sorbonne. Ao mesmo tempo, exerceu diferentes atividades para garantir a subsistência como entregador de lavanderia, vendedor de jornais etc.

De origem judaica, foi enviado duas vezes a campos de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, escapando da última prisão graças à intervenção de Jean Piaget, de quem se tornaria colaborador. Após a libertação, Goldmann voltou a Paris, onde obteve um posto de assistente e, depois, de pesquisador científico no Centre Nationale de la Recherche Scientifique (CNRS, Centro Nacional da Pesquisa Científica) e passou a desenvolver estudos sobre a filosofia de Kant e o pensamento de Lukács, que muito o influenciou.

Segundo Celso Frederico, professor da ECA-USP e autor da orelha do livro, a obra “revela um vasto canteiro de obras para aqueles que pretendem retomar a boa tradição do pensamento marxiano – tradição que teve em Goldmann um dos mais combativos representantes”.

Além de um anexo com a bibliografia completa de Goldmann, de textos inéditos que reproduzem os debates travados com Lucien Sebag e Marcuse, de anotações de um curso sobre os Grundrisse de Marx e de um projeto de pesquisa sobre a aplicação do conceito de “consciência possível” nos estudos de comunicação, a edição brasileira vem acrescida de um prefácio e do artigo inédito “Lucien Goldmann ou a aposta comunitária” assinados por Löwy.

Trecho da orelha de Lucien Goldmann, escrita por Celso Frederico
"“Essa obra é de nossa época e os problemas que levanta são os nossos”. Com essa frase, os autores sintetizam o legado da vasta e ainda desconhecida produção intelectual de Goldmann. De fato, mais do que nunca a necessidade da emancipação humana exige a retomada do legado marxiano depurado dos dogmatismos que o marcaram durante o século passado. No agitado contexto dos anos sessenta, a referência à dimensão subjetiva tinha como alvo de combate, além do positivismo clássico, a maré estruturalista então dominante em todas as áreas das ciências humanas, cujo resultado final foi a consagração de um determinismo que se impunha à revelia de qualquer iniciativa humana."

Sobre os autores
Michael Löwy nasceu na cidade de São Paulo em 1938, filho de imigrantes judeus de Viena. Licenciou-se em ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP) em 1960 e doutorou-se na Sorbonne, sob a orientação de Lucien Goldmann em 1964. Vive em Paris desde 1969, onde trabalha como diretor de pesquisas no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e dirige um seminário na École des Hautes Études en Sciences Sociales. É autor de livros e artigos traduzidos em 25 línguas. Entre as publicações disponíveis no Brasil, destacam-se: Walter Benjamin, aviso de incêndio (São Paulo, Boitempo, 2005); Franz Kafka: sonhador insubmisso (Rio de Janeiro, Azougue, 2005); Ecologia e socialismo (São Paulo, Cortez, 2005) e A teoria da revolução no jovem Marx (Petrópolis, Vozes, 2002).

Sami Naïr nasceu na cidade de Tlemcen, Argélia, próximo à fronteira com o Marrocos, em 1946. Sua família mudou-se quando tinha um ano de idade para Belfort, nordeste da França. Doutorou-se na Sorbonne em filosofia política, no ano de 1973, e em letras e ciências humanas, em 1979. É professor da Universidad de Paris VIII desde 1970 e dirigiu a publicação Les temps modernes ao lado de Simone de Beauvoir. Sami Naïr integra o Mouvement républicain et citoyen [Movimento republicano dos cidadãos], tem vasta obra publicada e é uma das referências hoje no debate sobre a defesa dos direitos dos imigrantes na Europa.


PUBLICAÇÕES NA IMPRENSA:

16/01/2009 - Acadêmia da palavra - Lançado livro de introdução à obra de Lucien Goldmann

 

25/01/2009 - Diário do Pará - Goldmann: canteiro de obras marxista - Elias Ribeiro Pinto

 

13/02/2009 - Agência Fapesp - Depois do capitalismo - Michelle Portela

 

27/02/2009 - Guia de livros da Folha - Lucien Goldmann, ou a dialética da totalidade - Marcelo Coelho

 

01/03/2009 - Filosofia, ciência e vida - Radicalismo em Marx

 

30/04/2009 - Revista Filosofia, Ciência e Vida - Um novo olhar sobre Marx - Juan Velasquez

 

01/07/2009 - Revista Margem Esquerda n.13 - Em defesa da totalidade: o humanismo marxista de Lucien Goldmann - Fábio Mascaro Querido

 

15/06/2011 - Revista O Olho da História - Boa leitura - Da Redação.

 

14/11/2011 - Estadão.com.br - O transbordo do copo de cólera - Juliana Sayuri

 

 

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05/03/2013 - Marx: a criação destruidora
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