Com texto do Movimento Passe Livre, novo livro sobre protestos no Brasil custa R$ 10

02.08.2013

Portal Vírgula
Gabriel Marchi



[A estudante de direito Nina Cappello e o professor de História Lucas Monteiro de Oliveira, do Movimento Passe Livre, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura]



Com artigos de diversos autores, entre eles o Movimento Passe Livre, chega às livrarias no início de agosto o livro Cidades Rebeldes: Passe Livre e as Manifestações Que Tomaram as Ruas do Brasil.

"É importante fazermos análises no momento em que as coisas acontecem, pois elas nos permitem a reflexão de para onde caminhamos, quais forças estão articuladas”, afirma o MPL ao Virgula. “Isso não pode se confundir com futurologia, que procura afirmar quais serão as consequências dessas mobilizações."

Lançada pela editora Boitempo, a obra vem com preço fixado em R$ 10 no impresso e R$ 5 em versão digital. Além do MPL, que deu início à onda de protestos no país, e do filósofo esloveno Slavo Žižek, autores como Leonardo Sakamoto e Paulo Arantes fazem análises sobre a mudança no cenário político brasileiro, violência, partidarismo e luta política.

Para manter o preço acessível do livro, nenhum dos autores – entre eles David Harvey, Mike Davis, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Silvia Viana, Ruy Braga, Lincoln Secco e João Alexandre Peschanski – cobrou pelos direitos autorais.

Nova manifestação

Depois de se retirar dos protestos "para não se confundir com extrema direita", o MPL volta às ruas no próximo dia 14, com uma manifestação em parceria com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, em repúdio ao escândalo do "propinoduto tucano". O esquema, denunciado pela multinacional Siemens, teria desviado mais de R$ 400 milhões dos cofres públicos por meio do Governo do Estado de São Paulo.

Ainda sem local definido, a passeata terá também a presença da Anel (Associação Nacional de Estudantes Livres), Conlutas, Intersindical, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Periferia Ativa.

Ao Virgula, o MPL diz ainda que está focado nas atividades e atividades em bairros mais extremos da cidade e nas escolas sobre transporte. "É desse trabalho que vem a força do movimento. A curto prazo estamos acompanhando a renovação do contrato de concessões, criticando o modelo de remuneração das empresas por passageiro transportado. Também estamos coletando assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular pela Tarifa Zero."