Aproveite o 8 de março e leia um livro

02.03.2015

Sindicato dos Metalúrgicos
da Redação

Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Segue uma lista de indicações de obras sobre mulheres trabalhadoras, militantes por um mundo melhor.

Mulher, estado e revolução, de Wendy Goldman

O livro retrata as grandes experiências da libertação da mulher e do amor livre na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) depois da Revolução - e por que falharam, quando entrou em cena a burocracia stalinista. A obra examina as condições materiais da União Soviética logo após a Revolução e explora questionamentos relevantes para qualquer movimento social: quando um novo mundo poderá ser criado? Quais são as condições necessárias para se realizar ideais revolucionários? É possível que se crie total liberdade sexual para homens e mulheres sob condições de desemprego, discriminação e persistência de atitudes patriarcais? O que podemos apreender dessa experiência, depois da Revolução Russa? Combinando história política e social, o livro recupera não apenas as lições discutidas por juristas e revolucionários, mas também as lutas diárias e ideias de mulheres trabalhadoras e camponesas.

Feminismo e política, de Luis Felipe Miguel e Flavia Biroli

Na teoria política produzida nas últimas décadas, a contribuição do feminismo se mostrou crucial. O debate sobre a posição das mulheres nas sociedades contemporâneas abriu portas para tematizar, questionar e complexificar as categorias centrais por meio das quais era pensado o universo da política, tais como as noções de indivíduo, de espaço público, de autonomia, de igualdade, de justiça e de democracia. Esse livro apresenta e discute as principais contribuições da teoria política feminista produzida a partir dos anos 1980. São apresentados os termos em que os debates se colocam dentro do próprio feminismo, mapeando as posições de diferentes autoras e correntes. O resultado é um panorama inédito da teoria política feminista atual.

As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres, de Ana Isabel Álvarez González

Ana Isabel Álvarez Gonzáles apresenta a possibilidade de desvendarmos fatos e mitos sobre uma data tão simbólica para a luta das mulheres e para a sociedade como um todo: o Dia Internacional das Mulheres. A autora revela embates e contradições dentro do movimento socialista quanto ao reconhecimento da importância da igualdade entre os sexos e da libertação das mulheres. Pouco mais de um século depois que as mulheres socialistas reunidas em Copenhague aprovaram a proposta do Dia Internacional das Mulheres, a recuperação do significado dessa data é uma contribuição importante para a reflexão sobre os desafios, as formas de organização e as reivindicações que mobilizam a luta das mulheres ainda hoje.

PAGU - vida e obra, de Augusto de Campos

Edição revista e ampliada de Pagu - vida e obra. Em 1982, quando a primeira edição desse livro foi lançada pela editora Brasiliense, quase nada se sabia sobre essa importante personagem do modernismo no Brasil. Seus artigos na imprensa estavam dispersos em jornais extintos; seus livros, ainda inéditos ou já esgotados; a história de sua militância política estava apagada. No entanto, o poeta e estudioso da história do modernismo Augusto de Campos surpreendeu os meios literários ao realizar nesta antologia um completo e ambicioso resgate da produção artística, literária e jornalística da autora de Parque industrial.

Olga, de Fernando Morais

Nesta biografia de largo fôlego, o premiado jornalista Fernando Morais - autor, entre outros, de "A Ilha e Chatô, o Rei do Brasil" - conta a vida de Olga Benario, a judia comunista entregue a Hitler pelo governo Vargas.