Cânone gráfico II

Clássicos da literatura universal em quadrinhos

Russ Kick (org.)

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R$ 132,00

Fantástica antologia reúne o melhor da literatura de todos os tempos em adaptações feitas por talentosos artistas visuais. Neste segundo volume você encontra clássicos da literatura do século XIX como Orgulho e preconceito (Jane Austen), Frankenstein (Mary Shelley), Moby Dick (Herman Melville), Folhas da relva (Walt Whitman) e outros. 

"Composto por versões inéditas de clássicos da literatura, de Kublai Khan a O Retrato de Dorian Gray, este é o segundo volume de uma antologia imperdível para aqueles que desejam mergulhar em narrativas visuais das obras do cânone ocidental. (...) Além de conter introduções inspiradoras e belíssimas artes, essas seleções têm um valor pedagógico inestimável, que educadores sem dúvida acharão imprescindível ao trazer textos clássicos para uma audiência do século XXI imersa na cultura visual."  Publishers Weekly

"Como o volume anterior da coleção, esse é de interesse para historiadores (da arte e áreas afins) e para todos aqueles que se dedicam aos estudos culturais, mas se mostra ainda mais poderoso em sua comovente gama de artistas e estilos." — Jesse Karp, Booklist

"Divertido e belo, seu tratamento visual oferece mais que entretenimento; provê uma nova perspectiva para o entendimento das longevas obras [do século XIX]." — Reader's Digest

Quando Russ Kick começou a organizar a antologia Cânone gráfico, a ideia era reunir "o melhor da literatura de todos os tempos" em um projeto editorial e gráfico ambicioso, ilustrado pelas mãos dos quadrinistas mais talentosos da atualidade. A empreitada – que o autor define como uma maneira de pensar grande – deu mais que certo, e o material compilado extrapolou tanto as expectativas que o jeito foi dividi-lo em três partes. O volume 1 da série, publicado pelo selo Barricada em 2014, apresenta as primeiras experiências literárias da humanidade. Neste segundo volume, Kick conduz o leitor em mais uma fascinante viagem pela história das letras, partindo do ponto onde parou: o século XIX, quando a noção de moderno chega à literatura no formato do gênero romance.

Mas essa antologia não é feita só de romances - também há contos, poemas, peças e cartas que expandem e diversificam a leitura. Daí a escolha de começar com Kublai Khan, do escritor inglês Samuel Taylor Coleridge, um poema onírico cheio de imagens do Oriente, adaptado por Alice Duke. A artista faz parte de uma seleção que também reúne Hunt Emerson, S. Clay Wilson, Tara Seibel, Maxon Crumb, Elizabeth Watasin, John Porcellino e muitos outros quadrinistas que tiveram liberdade total para fazer suas adaptações em obras como as fábulas dos Irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen, clássicos como Orgulho e preconceito (Jane Austen), Frankenstein (Mary Shelley), Oliver Twist (Charles Dickens), Moby Dick (Herman Melville), Folhas da relva (Walt Whitman), Os miseráveis (Victor Hugo), As aventuras de Huckleberry Finn (Mark Twain), O corvo (Edgar Allan Poe), O morro dos ventos uivantes (Emily Brontë), Anna Kariênina (Liev Tolstói) e O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde). Um brasileiro também está presente no time - Kako, que vive em São Paulo, ficou responsável pela versão de Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski.

O segundo volume da série Cânone gráfico conta ainda com outros destaques interessantes, como a filosofia de Assim falou Zaratrusta (Friedrich Nietzsche), na versão de Laurence Gane/Piero, e algumas das gravuras originais de William Blake para seu poema épico Jerusalém.

Uma obra que mereceu a atenção de diversos artistas ao longo desse volume foi Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll. Marco da literatura universal, o romance – que acaba de completar 150 anos – ganha uma versão sombria nas mãos da ilustradora Dame Darcy, referência em quadrinhos alternativos, e uma rica galeria de imagens, contendo 21 ilustrações da personagem em diferentes versões – negra, politizada e até gótica.

"A literatura clássica é mais estimulante, relevante e subversiva do que geralmente se acredita. A imagem que fazemos dela como uma coisa entediante deve-se principalmente à maneira como ela é ensinada num sistema educacional que suga a vida dessas investigações da condição humana e as transforma em algo árido, que tem de ser dissecado e avaliado", comenta Kick na introdução do livro. "Entretanto, essas obras são uma poderosa sondagem de questões universais, embalada numa bela escrita e habitada por personagens extraordinárias. Não admira que sejam usadas como base para as artes visuais e performáticas. Fiquei entusiasmado para ver o que aconteceria quando alguns dos melhores artistas da atualidade recebessem o cânone literário para brincar, interpretar e criar em cima dele. Sabia que teríamos coisas novas", comemora.

Esse intento certamente foi atingido: Cânone gráfico é um livro sem igual, tão diverso quanto o público que almeja, podendo ser utilizado em sala de aula ou como referência para quem deseja se familiarizar com os clássicos e não sabe por onde começar. A seleção aqui apresentada é de inegável valor, a prova física de que é possível fazer um projeto ousado e acessível. Uma leitura deliciosa, distribuída ao longo de quase 500 páginas e 50 títulos de tirar o fôlego.

A tradução para o português ficou a cargo dos experientes Flávio Aguiar, professor de literatura da Universidade de São Paulo (USP), e Alzira Allegro, professora de literatura de língua inglesa e tradução da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em matéria de tradução, esse volume traz grandes surpresas, entre elas uma nova versão do poema "Jabberwocky", de Lewis Carroll.   

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