A rebeldia do precariado

trabalho e neoliberalismo no Sul Global

Ruy Braga

Coleção Mundo do Trabalho

R$ 53,00
A rebeldia do precariado busca fundamentar etnograficamente a crise da globalização neoliberal iniciada em 2008, a partir da comparação entre três países – Portugal, África do Sul e Brasil.
 
O livro propõe compreender as resistências populares às políticas de espoliação social que acompanham a difusão do neoliberalismo e da precarização do trabalho na semiperiferia do sistema. Para tanto, recorre ao arcabouço teórico marxista na tentativa de interpretar tanto os avanços da mercantilização do trabalho, da terra e do dinheiro quanto as novas formas de insurgência contra a espoliação protagonizadas pelo precariado urbano.
 
"O livro de Ruy Braga é autenticamente internacionalista. Não porque seja um trabalho de sociologia comparada, mas porque, além de sê-lo, analisa as lutas sociais por meio de uma nova força social, o precariado, nos marcos de um pensamento político mais amplo, perguntando-se sobre as possibilidades da emancipação em escala planetária, quando isso se mostra possível, ou, ao menos, na escala de alguns países, quando isso fornece uma ferramenta analítica mais prontamente utilizável." – Michel Cahen.
 
"Apesar das condições terríveis que descreve, a tese de Ruy Braga em seu novo livro é cativante e otimista. O sociólogo procura mostrar como, apesar de desiguais, os movimentos sociais protagonizados pelo precariado têm pressionado as formas tradicionais de organização dos trabalhadores, sobretudo os sindicatos e os partidos políticos, obrigando-as a mudar. A pesquisa comparativa realizada pelo autor para demonstrar sua hipótese, a qual se abriu não apenas para o Brasil, mas olhou também para África e Europa, contém uma atualidade e uma abrangência raras no trabalho acadêmico. No vértice da grande crise pela qual passamos, o trabalho de Ruy Braga esclarece e combate ao mesmo tempo." – André Singer.
 
"Neste livro, Ruy Braga recoloca o processo de desenvolvimento brasileiro dos últimos anos no interior de um movimento global de realinhamento do capitalismo contemporâneo, fornecendo com isso uma perspectiva analítica ímpar entre nós. Sua tese central é de que a lógica das políticas socioeconômicas a que fomos submetidos só é compreensível a partir do jogo de forças necessário para a ampliação da nova classe dos sem classe, a saber, o precariado. As articulações propostas por Ruy Braga entre as políticas implementadas no Brasil, na África do Sul e em Portugal compõem uma investigação comparativa das políticas “austericidas” que impressiona pela articulação entre a abordagem sociológica estrutural e o olhar atento às especificidades do processo histórico. Acrescente-se a isso a aguda sensibilidade política, presente na análise das Jornadas de Junho de 2013, de um dos intelectuais brasileiros mais completos de nossa geração." – Vladimir Safatle.