Manuscritos econômico-filosóficos

Karl Marx

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R$ 42,00

"Quando estive em Moscou em 1930, Riazanov me mostrou os textos escritos por Marx em Paris, em 1844. A leitura desses Manuscritos mudou toda a minha relação com o marxismo e transformou minha perspectiva filosófica."
– György Lukács

"Com a descoberta dos Manuscritos econômicos-filosóficos de Marx surge a seus olhos um substituto para essa filosofia falsamente concreta, um novo Marx que era realmente concreto e que ao mesmo tempo se elevava acima do petrificado e amolecido marxismo teórico e prático dos partidos"
– Jürgen Habermas citando Herbert Marcuse

"Quando eu disse a Antônio (Houaiss) que achava os Manuscritos econômico-filosóficos, do jovem Marx, mais importantes que O capital, ele foi acometido pela ira dos justos e chamou-me de revisionista."
– Sérgio Paulo Rouanet

Publicados apenas após sua morte, os Manuscritos foram escritos em 1844, quando Marx tinha apenas 26 anos e antes do seu célebre encontro com Engels. Os Manuscritos econômico-filosóficos ou Manuscritos de Paris apresentam a planta fundamental do pensamento de Marx: a concentração de sua filosofia na crítica da economia nacional de Adam Smith, J.B. Say e David Ricardo. Na obra, Marx expõe a discrepância entre moral e economia, denunciando a radicalidade da exploração do homem pela empresa capitalista. Enquanto a reprodução do capital é o único objetivo da produção, o trabalhador ganha apenas para sustentar suas necessidades mais vitais, ou seja, para não morrer e poder continuar produzindo.

O fundamento da teoria do mais-valor, desenvolvida mais tarde em O Capital, já é antecipado nos Manuscritos. O estranhamento do mesmo trabalhador, fazedor de um produto que não lhe pertence, também é esboçado.

Aqui, Marx dá sinais de sua passagem do idealismo hegeliano ao materialismo dialético e declara a necessidade de "uma ação comunista efetiva" a fim de superar a propriedade privada. Se muitos dos capítulos da obra são apenas esboços, ela não deixa de oferecer um desenvolvimento quase absoluto da compreensão geral de Marx acerca das relações íntimas entre liberdade, economia e sociedade, em ensaios às vezes geniais – e inclusive acabados – como é o caso de "[Dinheiro]", o último capítulo dos Manuscritos.

Com tradução, introdução e notas de Jesus Ranieri e uma cronologia da vida de Karl Marx, a publicação dá continuidade ao projeto da Boitempo Editoria de publicar no Brasil a obra completa de Marx, em novas traduções direto do alemão.