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Como nasceu e como morreu o “marxismo ocidental”

Como nasceu e como morreu o “marxismo ocidental”

Foi com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do filósofo marxista italiano Domenico Losurdo na manhã do dia 28 de junho de 2018. Ainda na esteira das homenagens ao autor, reproduzimos aqui um artigo dele que foi posteriormente desdobrado em sua última obra publicada em vida, O marxismo ocidental: como nasceu, como morreu, como pode renascer, que recentemente recebeu edição brasileira pela Boitempo. A TV Boitempo está atualmente preparando a publicação de uma série inédita de vídeos com ele sobre comunismo e revolução no século XXI. Boa leitura! Losurdo, presente.

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Por Domenico Losurdo.

Por muito tempo o “marxismo ocidental” celebrou a sua superioridade em relação ao marxismo dos países que se remetiam ao socialismo e que estavam todos situados no Oriente. Em decorrência dessa atitude arrogante, o marxismo ocidental nunca se empenhou seriamente em repensar a teoria de Marx à luz de um balanço histórico concreto: qual era o papel do Estado e da nação nesses países e no “campo socialista”? Como promover a democracia e os direitos humanos e como estimular o desenvolvimento das forças produtivas e o bem-estar das massas numa situação caracterizada pelo bloqueio capitalista? Ao invés de pôr-se essas questões difíceis, o marxismo ocidental preferiu abandonar-se à cômoda atitude autoconsolatória de quem cultiva em particular as suas utopias e rejeita, como uma contaminação, o contato com a realidade e a reflexão sobre a realidade. Disso derivou uma progressiva capitulação à ideologia dominante. Por fim, a autocelebração do marxismo ocidental desembocou na sua autodissolução.

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