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#2018M: desafios para as lutas das mulheres

#2018M: desafios para as lutas das mulheres

A experiência histórica de luta das mulheres é feita da crítica aos limites de sistemas políticos e de direito que as excluem, que as posicionam como corpos que precisam ser regulados ou protegidos, recusando a elas a condição de sujeito.

As demandas por maior participação das mulheres como sujeitos políticos ganharam mais espaço no debate público nas últimas décadas, mas ainda encontram resistências. A recusa a tratar as mulheres como pares, a ouvi-las e incorporá-las às disputas políticas em pé de igualdade, continua presente de diversas formas. No processo eleitoral, o menor acesso a recursos para as campanhas políticas, o menor tempo de exposição na mídia (na propaganda política e no noticiário) e as formas de assédio sofridas no ambiente partidário são alguns dos dispositivos que colaboram para a atualização de sua exclusão. No cotidiano, a divisão sexual do trabalho, com a manutenção da responsabilização desigual de mulheres e homens pelo cuidado das crianças, dos idosos e, de maneira mais ampla, pela vida doméstica e pelos laços familiares e afetivos, incide na socialização de meninas e meninos e reduz o tempo e os recursos para que tomem parte da vida pública.

Como o patriarcado é racializado, a exclusão ampla das mulheres se combina a mecanismos de controle e marginalização da população negra, resultando em um Estado que exerce a violência contra as mulheres seletivamente, assim como faz vistas grossas também de maneira seletiva à violência que as atinge no seu cotidiano. Para se compreender como isso se dá, é preciso olhar para a condição das mulheres e para o Estado a partir das experiências das mulheres negras periféricas, das mulheres indígenas, dos seus corpos e também dos corpos de seus filhos e de seus companheiros.

Leia o artigo de Flávia Biroli para o Blog da Boitempo.