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A loucura como sistema

A loucura como sistema

A loucura como sistema

 

O impulso infinito para levar a acumulação do capital além de qualquer limite levou ao endividamento em massa e a cidades vazias

 

Desde Os limites do capital (Boitempo, 2013), sua obra-prima publicada originalmente em 1982, David Harvey vem desenvolvendo uma das leituras mais relevantes e influentes dos três livros de O capital de Karl Marx. Seu esforço teórico é de múltiplas ordens.

 

O conceito de capital fixo ganha centralidade, além de localização determinada no espaço: a urbanização incessante é um processo contínuo de criação e de destruição de valor. Harvey chama isso de spatial fix, em que “fix” significa tanto fixar no território quanto resolver uma crise de acumulação por meio do espaço urbano construído. As duas ações implicadas no termo são apenas temporárias.

 

Esse esforço múltiplo é renovado em A loucura da razão econômica, seu mais novo livro. Harvey volta a passagens centrais de O capital e também dos Grundrisse (os rascunhos do que viria a ser O capital). Explora, num novo arranjo, os conceitos fundamentais de valor e mais-valor; capital fictício e financeirização; dinheiro, crédito e antivalor. Mostra como estes momentos integram a circulação, a valorização e distribuição do valor em suas várias formas. E mostra como todo esse processo não-linear e cheio de contradições gera insanidades.

 

Bianca Tavolari | Quatro Cinco Um