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Angela Davis e a abolição que não houve

Angela Davis e a abolição que não houve

Muito antes que os Estados Unidos da América começassem a sonhar em construir um muro que os separasse da América Latina, um muro de concreto armado nos separou da estadunidense Angela Davis. Embora propenso a consumir acriticamente tudo que a indústria cultural de lá produz, o Brasil demorou 47 anos para traduzir e publicar qualquer um dos livros da filósofa, professora de estudos feministas, militante antirracista e ativista pelos direitos civis, hoje com 74 anos de idade e em plena produtividade intelectual.

O dique rompeu-se em 2016, quando a editora Boitempo transpôs para o português Mulheres, Raça e Classe, editado na terra natal em 1981. Em 2017, veio Mulheres, Cultura e Política (1990), um compilado do pensamento oitentista de Angela. O novo A Liberdade É uma Luta Constante, de 2015, chega agora pela mesma Boitempo e marca o momento mais importante da descoberta brasileira de uma mulher que foi militante do partido Panteras Negras (fundado em 1966), presa política estadunidense (entre 1971 e 1972) e duas vezes candidata a vice-presidenta da República pelo Partido Comunista deles (em 1980 e 1984).

Pedro Alexandre Sanches | CartaCapital