Em uma Viena pré-Primeira Guerra, revela a psicologia complexa do tenente Kasda. Nessa narrativa intensa e provocativa, o autor explora o jogo, a busca sexual e a hipocrisia da sociedade vienense, oferecendo um ensaio brilhante sobre a miséria humana e a complexidade das relações.
Aurora é uma das mais bem acabadas novelas de Arthur Schnitzler, ambientada no período anterior à Primeira Guerra Mundial, ainda no século XIX, quando a moeda corrente ainda era o florim.
O personagem principal - tenente Wilhelm Kasda - é um caráter fraco, que revela seu complexo de inferioridade ao menor dos atos. Por falta de identidade e de individualidade, e ainda para seguir a tradição familiar, se refugia no exército. Dentro desse quadro, Schnitzler constrói um ensaio brilhante sobre o jogo e a alma do jogador.
A miséria humana é retratada em nuances fortes. O final, irremediável, é avassalador. A análise psicológica, feita por Schnitzler através de seus personagens, mostra o desejo, a sede e a busca do ato sexual beirando as fronteiras do obsceno. Com senso de humor bastante teatral, revela com perfeição a hipocrisia moral e sexual da sociedade vienense.
Autoria de
Arthur Schnitzler
Autoria de Arthur Schnitzler Tradução de Marcelo Backes Prefácio de Marcelo Backes Título original: Spiel im Morgengrauen Coleção: Clássicos Boitempo edição: 2 Número de páginas: 147 Dimensões: 21 x 14 x 1,1 cm Peso: 207,3 g ISBN: 9788575596425 Encadernação: Brochura Ano de publicação: 2011