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Bem mais que ideias
Análise crítica e transformadora da interseccionalidade como teoria social. Fornece ferramentas conceituais para repensar o poder, a resistência e a justiça social. Texto essencial para compreender as mudanças necessárias na produção do conhecimento.
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Após a consolidação da interseccionalidade como campo de investigação, é necessário que o conceito se torne uma teoria social crítica capaz de abordar problemas sociais contemporâneos e apontar as mudanças necessárias para solucioná-los. Em Bem mais que ideias, a socióloga Patricia Hill Collins apresenta um conjunto de ferramentas analíticas para impulsionar essa mudança.

Dividida em quatro partes, a obra busca fornecer ferramentas conceituais para a construção teórica da interseccionalidade, o que inclui um vocabulário básico para trazer uma gama de agentes sociais para a mesa da construção teórica e a noção do que são interseccionalidade e teoria social crítica. Em seguida, o livro diz como o poder epistêmico afeta os limites e a possibilidade da resistência intelectual. A ação social é então mostrada como aspecto importante da teorização da interseccionalidade. Por último, é abordada a relacionalidade como tema central dentro da interseccionalidade e seu compromisso com a justiça social. Algo que, na visão da autora, precisa ser construído.
 

Trecho do livro

A ênfase da interseccionalidade nos sistemas interseccionais de poder sugere que formas distintas de opressão têm todas uma rede própria, uma ‘matriz’ própria de dinâmicas interseccionais de poder. Por exemplo, as intersecções de racismo, capitalismo e sexismo nos Estados Unidos diferem das do Brasil, produzem matrizes distintas de dominação em cada um desses Estados-nação e nas relações entre eles. Ambos podem compartilhar histórias gerais de dominação, como a maneira como seu amplo envolvimento com o tráfico transatlântico de pessoas, na qualidade de colônia e de Estado-nação livre, era parte integrante de sua incorporação ao capitalismo global. No entanto, os modelos distintos que a dominação assumiu em cada um deles diferem dramaticamente; as dominações de raça, classe e gênero nos Estados Unidos e no Brasil não podem ser reduzidas uma à outra, tampouco a alguns princípios gerais de dominação sem as especificidades de suas histórias.

Autoria de Patricia Hill Collins
Tradução de Bruna Barros e Jess Oliveira
Texto de orelha de Elaini Cristina Gonzaga da Silva
Capa de Flávia Bomfim (concepção e bordado © 2022)
Número de páginas: 424
Dimensões: 23 x 16 x 2 cm
Peso: 597,9 g
ISBN: 9786557171387
Encadernação: brochura
Ano de publicação: 2022

SubTítulo 295517

a interseccionalidade como teoria social crítica