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Brasil: Uma biografia não autorizada

Francisco de Oliveira

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Brasil: Uma biografia não autorizada
  • autor: Francisco de Oliveira
edição:
1
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
176
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
300 gr
ano de publicação:
2018
encadernação:
Brochura
ISBN:
9788575595930

O país do futuro não se realizou. Eis o tema da antologia Brasil: uma biografia não autorizada, na qual o leitor encontrará uma síntese da produção intelectual mais recente de Francisco de Oliveira, que analisa o Brasil em suas particularidades e contradições. Entre outros escritos do autor, o livro inclui um longo ensaio histórico sobre a formação do país e o artigo em que se deu a gênese do conceito de 'hegemonia às avessas' para tratar do momento político iniciado na fase lulista. A obra reconstitui o itinerário de um sociólogo e economista que produziu uma obra indissociável da realidade social que viveu e se dispôs a desvendar e a transformar. A pena e a voz polêmica do autor pernambucano também retomam a época da criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da resistência à ditadura nos áureos tempos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da imprensa alternativa e da construção do Partido dos Trabalhadores, além dos governos eleitos de seus amigos Fernando Henrique Cardoso e Lula, que posteriormente o decepcionaram, ao abençoar o 'eterno casamento entre o atrasado e o avançado' que caracterizaria o capitalismo brasileiro. Com a verve polêmica de sempre, Oliveira nos convida a encarar o que restou do 'país do futuro', num momento em que a hipótese de uma superação do subdesenvolvimento não está mais em questão sem que, em seu lugar, uma nova rota de acesso à modernidade democrática esteja em vista. Na apresentação, Fabio Mascaro Querido e Ruy Braga traçam uma breve biografia do autor, destacando momentos importantes de sua trajetória intelectual em relação ao próprio contexto brasileiro. A orelha é de Marcelo Ridenti.

Trecho do livro

"Desde logo, eis os elementos do truncamento que alimentou a autoironia dos brasileiros, às vezes cáustica, mas baseada em fatos: uma independência urdida pelos liberais, que se fez mantendo a família real no poder e se transformou imediatamente numa regressão quase tiranicida; um segundo imperador que passou à história como sábio e não deixou palavra escrita, salvo cartas de amor um tanto pífias; uma abolição pacífica, que rói as entranhas da monarquia; uma república feita por militares conservadores, mais autocratas que o próprio imperador.” – Francisco de Oliveira.