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Cartas a Legba

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Susan Willis

R$ 29,00 Comprar

Cartas a Legba
  • organizador: Susan Willis
  • prefácio: Susan Willis
  • tradutor: Maria Elisa Cevasco
    Maria Leonor F. R. Loureiro
  • posfácio: Maria Elisa Cevasco
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
104
formato:
21cm x 14cm x 1cm
peso:
100 gr
ano de publicação:
2008
ISBN:
8575591130

Um misterioso pacote de cartas entregue à escritora Susan Willis é o ponto de partida deste livro que, por meio da reprodução dessas cartas, conta a história de um relacionamento amoroso. Susan se apaixonou pela prosa da Bela Adormecida – pseudônimo utilizado pela autora das cartas, cuja identidade é desconhecida – e mergulhou fundo em seus múltiplos significados. O resultado desse arrebatamento é o surpreendente Cartas a Legba.

Carregadas de desejo, as cartas desenvolvem em tom de fábula a trajetória do amor entre Bela e Legba, seu amante e destinatário. Ousadas e provocativas, as cartas desafiam o receptor, o censuram e o elogiam, terminando sempre com um convidativo “a seguir”, que instiga a leitura da carta seguinte.

Bela registra os acontecimentos de sua vida, entremeando-os com relatos de seus sentimentos. Dessa forma, não se furta a dividir com o amante aspectos de seu cotidiano, como o trabalho e as mudanças de estação. A aparente simplicidade de sua fábula encobre a complexidade de sentimentos e subjetividades presentes nas cartas. A autora se apresenta como uma mulher multifacetada, capaz de encarnar vários papéis e nada inocente.

O posfácio do livro, escrito por Maria Elisa Cevasco, traduz os sentimentos de Bela e gera uma identificação imediata com o público leitor, especialmente o feminino. Quem nunca tentou dar sentido à experiência do amor, entendê-la, recontá-la? Para Maria Elisa, além da história, sobressai nas cartas “a dor enorme de dizer e, ao dizer, limitar e negar”.

A coragem de Bela está em assumir de forma escancarada seus desejos. Nesse sentido, Cartas a Legba cumpre um papel emancipador. Sua beleza está, nas palavras de Maria Elisa, em empreender a “tarefa necessária e impossível de tentar explicar o que se recusa a ser contido por palavras”.

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