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Abundância e liberdade

uma história ambiental das ideias políticas

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Abundância e liberdade
  • autor: Pierre Charbonnier
  • capa: Heleni de Andrade
  • quarta capa: Bruno Latour
  • apoio: Embaixada da França no Brasil
  • tradução e orelha: Fabio Mascaro Querido
selo:
páginas:
368
formato:
16cm x 23cm x 4cm
peso:
350 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557170960

Primeiro livro do francês Pierre Charbonnier publicado no Brasil, Abundância e liberdade traz uma profunda investigação filosófica sobre as origens e o significado da história ambiental. Ao abordar um contexto de brutais mudanças ecológicas, climáticas, políticas e sociais, a obra marca um novo desafio: o de reconstituir os arranjos entre sociedade e natureza tendo em vista as categorias políticas modernas sobre as quais foram assentados.   

 

O autor argumenta que para entender o que está acontecendo com o planeta é necessário retornar às formas de ocupação do espaço e do uso da terra vigentes nas sociedades da primeira modernidade ocidental: “Para compreender os impérios do petróleo, as lutas por justiça ambiental e as curvas perturbadoras da climatologia, é preciso voltar à agronomia, ao direito e ao pensamento econômico dos séculos XVII e XVIII [...]. Para compreender nossa incapacidade de impor restrições à economia em nome da proteção de nossa subsistência e de nossos ideais de igualdade, é preciso retornar à questão social do século XIX e ao modo como a indústria afetou as representações coletivas da emancipação”.

 

A atual crise climática revela de maneira espetacular a relação entre a abundância material e o processo de emancipação. Com o livro, Charbonnier lança as bases de uma reflexão coletiva sobre os resultados do paradigma moderno do progresso e os sentidos que damos à liberdade em um momento em que a crise climática, ecológica e econômica coloca em perigo sua própria realização.

 

Trecho

“Enquanto o pacto forjado entre abundância e liberdade, entre crescimento e democracia, funcionou até bem tarde no século XX como um projeto global (independentemente do que se pense sobre o valor desse projeto), no sentido de que formava a base dos discursos do progresso, a busca pelo crescimento se volta hoje contra seu antigo aliado político, provocando uma extraordinária corrupção do ideal democrático.”