Um dia esta noite acaba

Roberto Elisabetsky

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Um dia esta noite acaba
  • autor: Roberto Elisabetsky
  • orelha: Irineu Franco Perpétuo
  • capa: Michaella Pivetti
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
248
formato:
21cm x 14cm x 2cm
peso:
250 gr
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171110

No dia 25 de janeiro de 1984, data em que a cidade de São Paulo comemorava 430 anos de fundação, milhares de pessoas se reuniam na Praça da Sé para gritar “Diretas, Já!” e exigir o fim de uma longa ditadura civil-militar. Enquanto assistem ao comício pela TV, Fernanda e seu filho, Ernesto, tentam encaixar esse novo acontecimento da história brasileira no mosaico do seu passado, marcado por um trágico desaparecimento. É nessa noite que recebem a visita de uma desconhecida, que traz revelações inesperadas sobre os eventos que marcaram suas vidas.  
 
Neste romance histórico, Roberto Elisabetsky entrelaça a história de uma família com a história recente de nosso país, por meio de uma estrutura que alterna a ação das personagens no dia do comício com recortes históricos de sua trajetória e a do Brasil, desde o fim da década de 1950 até aquela fatídica noite. Ambas as narrativas convergem para um desfecho surpreendente e emocionante. Uma história sobre o preço pago pela sociedade brasileira na luta por direitos democráticos, em contraponto aos riscos que a democracia enfrenta novamente no atual momento político do país.
 
“Um evento tão grandioso quanto o comício das Diretas Já parece implorar para ser contado de forma cinematográfica, e é isso que Roberto Elisabetsky faz. Porém, não do modo mais previsível: em vez de mobilizar inebriadas massas eisensteinianas em um painel épico da catarse coletiva, Elisabetsky opta por uma sutil dramaturgia de afetos, baseada em um jogo de revelações e lembranças”, diz o jornalista Irineu Franco Perpétuo na orelha da obra.
 
Trecho


“A campainha do apartamento soa, surpreendendo Fernanda a meio caminho entre seu escritório e a sala de estar. Ainda luta com o brinco que teima em se recusar a ser pendurado em sua orelha esquerda. Ela estanca com uma expressão de interrogação e procura o olhar de Ernesto, que está de costas, na sala, assistindo ao comício. Dirige-se à porta, destranca, abre e dá de cara com uma mulher de estatura baixa e curtos cabelos acobreados. Uma estranha à sua porta: exatamente a situação que Fernanda se esforçava em evitar.”