• Minhas compras
  • Entrar

Bala perdida

A violência policial no Brasil e os desafios para sua superação

Bernardo Kucinski, Christian Ingo Lenz Dunker, Coronel Íbis Pereira, Jean Wyllys, entre outros.

R$ 15,00 Comprar

Bala perdida
  • autor: Bernardo Kucinski
    Christian Ingo Lenz Dunker
    Coronel Íbis Pereira
    Jean Wyllys
    João Alexandre Peschanski
    Laura Capriglione
    Luiz Eduardo Soares
    Maria Lúcia Karam
    Maria Rita Kehl
    Rafa Campos
    Renato Moraes
    Stephen Graham
    Danilo Dara
    Débora Maria da Silva
    Fernanda Mena
    Guaracyi Batista, Vera Malaguti Mingard
    Tales Ab'sáber
edição:
1
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
128
formato:
21cm x 14cm x 1cm
peso:
188 gr
ano de publicação:
2015
ISBN:
9788575594414

O psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, interpreta a cultura que prega a violência policial e a força conservadora no Brasil, que define como 'direita violenta'. Ponto de vista complementado pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de segurança pública e autor do livro Elite da tropa, que aponta as dificuldades para implementar mudanças na polícia brasileira, a partir de perspectiva de políticas públicas de segurança; e pelo depoimento do coronel Íbis Pereira, chefe de gabinete do comando-geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, sobre como combater a perversa estrutura do trabalho policial.Dois artigos foram assinados por instituições, trazendo, portanto, o ponto de vista de uma coletividade. Um deles foi redigido por pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), o primeiro centro acadêmico a se dedicar especificamente a estudar crime e polícia em nosso país. No texto, os pesquisadores mostram as diferentes explicações sobre a violência policial produzidas no Brasil e no exterior. O outro, assinado por participantes do Movimento Independente Mães de Maio, conta a história e a luta do coletivo que congrega familiares das vítimas de violência policial.Uma conclusão quase unânime dos autores é que um dos insumos da violência é a ausência de democracia real. Afinal, o sistema democrático no Brasil é uma conquista recente. Talvez por conta disso tenhamos mais problemas com os órgãos de segurança do que países onde esse sistema existe há mais tempo e onde a participação democrática vai além do direito ao voto', reflete o cientista político Guaracy Mingardi na apresentação do livro.Em texto elaborado a quatro mãos, os cientistas políticos João Alexandre Peschanski e Renato Moraes tratam das 'lógicas do extermínio'. Segundo os pesquisadores, o entendimento da violência policial no Brasil passa necessariamente pela economia política e seus mecanismos excludentes. Já a juíza Maria Lucia Karam, no artigo 'Violência, militarização e 'guerra às drogas'', discute os desafios para uma efetiva desmilitarização da sociedade.Contribuições jornalísticas trazem outros contornos à coletânea: Laura Capriglione analisa a cobertura da mídia e suas contradições e Fernanda Mena traça um panorama nacional da violência policial. O deputado federal Jean Wyllys aborda a necessidade de ampliação da comunidade de direitos, ou seja, a justiça social, em contraposição ao endurecimento das ações policiais.A psicanalista Maria Rita Kehl tece críticas aos sucessivos governos no comando da Polícia Militar de São Paulo, que nos faz 'recordar a retórica autoritária dos militares'. 'Ordem e violência no Brasil', do também psicanalista Tales Ab'Sáber, é um ensaio sobre o fenômeno da violência policial na cultura conciliatória contemporânea, em meio a manifestações, resistência e reminiscências da ditadura. Por sua vez, a socióloga Vera Malaguti comenta a segurança pública como decorrência de um conjunto de projetos públicos e coletivos capazes de gerar serviços, ações e atividades no sentido de romper com a geografia das desigualdades.Bala Perdida inclui ainda um conto inédito de Bernardo Kucinski ('A história de Tadeu'); prólogo do deputado estadual Marcelo Freixo; e uma participação especial de Eduardo Suplicy, secretário municipal de direitos humanos em São Paulo. O quadrinista Rafa Campos criou uma tira para o livro, que ilustra a abertura dos capítulos. O ensaio fotográfico de Luiz Baltar retrata remoções forçadas e ocupações militares em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro desde 2009.