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“É tudo novo”, de novo

as narrativas sobre grandes mudanças no mundo do trabalho como ferramenta do capital

Vitor Araujo Filgueiras

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“É tudo novo”, de novo
  • autor: Vitor Araujo Filgueiras
  • prefácio: José Dari Krein
  • orelha: Ricardo Antunes
  • capa: Antonio Kehl
  • quarta capa: Renata Dutra e Lys Sobral
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
208
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
200 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171073

Desde o fim do século XX, o sistema capitalista tem reiterado incessantemente o discurso sobre a necessidade de “adaptações” e “mudanças” nas relações de trabalho. Em “É tudo novo”, de novo, o professor de economia Vitor Filgueiras analisa essa narrativa das “grandes transformações”, tão repetida no capitalismo contemporâneo, apresentando seus argumentos e suas contradições, de modo a desnudar seus verdadeiros objetivos: a legitimação da destruição de direitos trabalhistas e o aprofundamento da assimetria entre capital e trabalho.
 
Os argumentos empresariais em torno da inovação defendem que o padrão atual de políticas públicas e ações coletivas relacionadas ao trabalho é inexoravelmente anacrônico e, para evitar um desastre no mercado de trabalho, seria preciso “flexibilizar” e “modernizar” os trabalhadores e as legislações trabalhistas. Embora predatórias, essas narrativas são tão poderosas que acabam sendo assimiladas por parcela importante de trabalhadores e instituições, ajudando a criar uma espécie de “profecia autorrealizável” à medida que são reproduzidas.
 
Em uma linguagem acessível, o livro enfatiza a importância de não assumirmos como verdadeira a retórica capitalista dominante, o que possibilita que as forças do trabalho abram espaço para a criação de alternativas à pauta do capital.


 
Trecho
 
"Comumente, apresenta-se aos trabalhadores o dilema entre ter um emprego ou lutar por direitos. Ou a afirmação de que os trabalhadores são responsáveis pela solução do desemprego, bastando aceitar as condições impostas pelo mercado. Nesses termos, defender salários e condições de trabalho é promover o próprio desemprego, portanto, um “tiro no pé”. Trata-se de um mecanismo que busca transformar o dominado em refém de sua condição de dominação: “Aceite a subordinação e suas condições, pois se reclamar será pior”. As narrativas empresariais sobre as “novidades” adotam sistematicamente esse recurso ideológico de convencimento.”