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Fordismo e toyotismo

na civilização do automóvel

Thomas Gounet

R$ 39,00 Livro indisponível

Fordismo e toyotismo
  • tradutor: Bernardo Jofilly
  • autor: Thomas Gounet
selo:
Boitempo
páginas:
120
formato:
21cm x 14cm x 1cm
peso:
200 gr
ano de publicação:
1999
ISBN:
8585934441

Ávidos por lucro, empresários de várias partes do mundo acorrem ao Brasil – visto como um mercado com potencial de crescimento maior que o dos países ricos – para aqui construir suas fábricas automotivas. Com estardalhaço, previu-se que a capacidade de produção brasileira para o ano 2000 fosse de 2,8 milhões de veículos. Mas quem compraria esses carros num país onde os salários dos trabalhadores da indústria automobilística, mais bem pagos que os de outros setores, são quatro vezes inferiores aos dos países europeus?

Segundo o autor, Thomas Gounet, “o Brasil é uma ilustração da anarquia capitalista: quanto mais a crise se agrava, mais os empresários tentam recuperar, às custas dos trabalhadores, os lucros que perdem com a queda das vendas. Quanto mais o capitalismo avança, mais os empresários e seus servidores introduzem métodos sofisticados para aumentar a contribuição de cada trabalhador na criação de riqueza e reduzir a capacidade de resistência coletiva dos operários.”

A passagem do fordismo ao toyotismo, abordada de forma contundente por Gounet, se inscreve nesse esforço patronal. Esse livro auxilia na compreensão no “novo” ideário e da “nova” pragmática do capital em nosso dias. Conforme diz Ricardo Antunes em seu texto de orelha:

"Thomas Gounet é um dos mais agudos críticos do toyotismo e de seus mecanismos de funcionamento e dominação. Vem se dedicando a esta temática há vários anos, especialmente nas páginas da revista belga que edita, a Etudes Marxistes, na qual publicou vários artigos, tanto sobre o toyotismo japonês como sobre as formas pelas quais esse sistema vêm sendo reproduzido no Ocidente.

Numa linhagem crítica que foi iniciada nos anos 70 por Sathoshi Kamata, Gounet oferece inúmeros elementos analíticos importantes para a desmistificação e desmontagem, tanto dos teóricos do toyotismo como dos mecanismos pelos quais este padrão produtivo vem sendo implementado.

Escrito de modo direto, Fordismo e toyotismo na civilização do automóvel auxiliará na compreensão do “novo” ideário e da “nova” pragmática do capital nos nossos dias. Dono de uma formulação política militante, Gounet faz uma crítica devastadora do toyotismo, o que se constitui, talvez, no principal mérito deste livro: ser um apoio importante na ação de resistência dos trabalhadores e das trabalhadoras na luta contra as formas contemporâneas da precarização do trabalho."