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Margem Esquerda n°17

Dossiê: Novas perspectivas do socialismo

Apu Gomes

R$ 30,00 Comprar

Margem Esquerda n°17
  • autor: Apu Gomes
    Caio Antunes
    Carlos Eduardo Martins
    David Calnitsky
    Fredric Jameson
    Friedrich Engels
    Gilberto Maringoni
    István Mészáros
    Ivana Jinkings e Joao Alexandre Peschanski
    João Valente Aguiar
    Lawrence Ferlinghetti
    Mario Duayer
    Michael Lebowitz
    Paul Sweezy
    Ricardo Musse
    Roberto Follari
    Sara Beatriz
    Selvino J. Assmann
    Vânia Bambirra
    Venício A. de Lima
    Vivek Chibber
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
160
formato:
16cm x 23cm x 2cm
peso:
477 gr
ano de publicação:
2011
ISBN:
16787684

O capitalismo atingiu um beco sem saída? A perspectiva de uma crise econômica crônica, o colapso do Estado de bem-estar social nas economias avançadas e a catástrofe ecológica abalaram as bases dos argumentos em favor do capitalismo. Nesse contexto e tendo em vista os desafios do século 21, repensar o socialismo é um projeto viável?

João Alexandre Peschanski, integrante do comitê de redação da revista Margem Esquerda, organiza neste número 17 um dossiê especial sobre a viabilidade de alternativas ao capitalismo e como alcançá-las. O economista canadense Michael Lebowitz recupera elementos-chave do pensamento de Marx sobre o socialismo e, com base neles, avalia a experiência bolivariana da Venezuela. Vivek Chibber, professor de Sociologia da Universidade de Nova York, discute a tensão entre socialismo e desenvolvimento, criticando os modelos centralizados produtivistas dos regimes “socialistas realmente existentes” na União Soviética e China.

Os sociólogos João Alexandre Peschanski e David Calnitsky defendem a necessidade de pensar instituições radicalmente igualitárias, alternativas ao capitalismo, e fazem um panorama de modelos teóricos recentes de socialismo. O historiador Gilberto Maringoni faz um recorrido pelos dilemas táticos e estratégicos da esquerda brasileira nas últimas seis décadas.

Esta edição traz ainda um estudo do filósofo húngaro István Mészáros sobre a necessidade de uma mudança profunda – socialista – no contexto de crise estrutural do sistema do capital; um artigo de crítica dos estudos culturais e do culturalismo, pelo sociólogo argentino Roberto Follari; um texto do sociólogo norte-americano John Bellamy Foster sobre o lendário debate Sweezy-Schumpeter, nos anos 1940, e anotações de Paul Sweezy, recentemente descobertas, para o debate; um ensaio do crítico literário norte-americano Fredric Jameson sobre O romance histórico, de Gÿorg Lukács; e uma análise do economista Mario Duayer sobre Marx e a crítica do trabalho no capitalismo.

A entrevistada deste número é a cientista política Vânia Bambirra, uma das formuladoras da teoria da dependência, que fala a Carlos Eduardo Martins sobre sua trajetória, as transformações na América Latina e as crises do capitalismo. Na entrevista, faz ainda um balanço da corrente teórica que ajudou a formular, com Theotonio dos Santos e Ruy Mauro Marini. Na seção Clássico, uma preciosidade: carta de Friedrich Engels a August Bebel, de março de 1875, na qual ele rejeita o conceito lassalliano de “Estado Popular” e propõe sua substituição por “Comuna” no Programa do Partido. É um dos textos mais libertários de Engels e esclarece as divergências de Marx com Lassalle.

Esta edição traz ainda uma entrevista inédita com o filósofo Adolfo Sánchez Vásquez, falecido em julho deste ano. Foi realizada em 1993, pela pesquisadora peruana Sara Beatriz Guardiã, e não chegou a ser publicada porque o jornal para o qual foi feita propôs à autora que retirasse o parágrafo em que Sánchez Vásquez sustenta que o marxismo pode transformar a sociedade, o que ela e o entrevistado recusaram. A entrevista, que traça sua trajetória e interpretação da dialética, homenageia um dos pensadores mais criativos da América Latina.

“Não existe mais justiça ou estou enganado?”, gritam as imagens de Apu Gomes, que ilustram esta edição. A câmera certeira do fotógrafo capta rostos e paisagens da represa Billings, em São Paulo – violência, resistência, esperança. Assim como o poema “Ao Oráculo de Delfos”, de Lawrence Ferlinghetti, são a mais perfeita tradução dos dias que correm. A escolha do poeta pelo professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo Flávio Aguiar encontra sintonia com o movimento Occupy Wall Street, hoje espraiado pelo mundo inteiro. Para Flávio, as atuais manifestações “recuperam muito dos movimentos literários e políticos da chamada ‘Beat Generation’ dos Estados Unidos, no pós-Segunda Guerra, durante os anos 1950 e 1960. Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William S. Burroughs, Diane di Prima, entre outros e outras, são alguns dos expoentes dessa geração. Mas nenhum deles exprimiu com tanto vigor o cerne de protesto político como Lawrence Ferlinghetti”.

Margem Esquerda traz ainda um comentário do sociólogo Ricardo Musse sobre Karl Korsch e resenhas de Caio Navarro de Toledo e João Valente Aguiar, além de notas de leitura de Deni Ireneu Alfaro Rubbo e Alexandre Freitas Barbosa.