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Mesmo a noite sem luar tem lua

crônicas de Lourenço Diaféria

Lourenco Diaféria

R$ 42,00 Comprar

Mesmo a noite sem luar tem lua
  • autor: Lourenco Diaféria
  • prefácio: Roniwalter Jatobá
selo:
Boitempo Editorial
páginas:
248
formato:
21cm x 14cm x 2cm
peso:
200 gr
ano de publicação:
2008
ISBN:
8575591062

"Pelos textos deste livro passa o talentoso e múltiplo Diaféria, que um dia observa uma cobradora de ônibus ajudar uma mãe a trocar a roupa de seu bebê e, no outro, manda uma carta ao general de plantão avisando que algo cheira mal nos porões da ditadura militar. E, nessa multiplicidade de olhares, o autor torna-se, como diz Jorge de Sá, testemunha do nosso tempo, e o leitor sente-se mais próximo do homem, dos outros homens, enriquecido em sua consciência e emoção.” (Roniwalter Jatobá)

As crônicas do escritor e jornalista Lourenço Diaféria, reunidas em Mesmo a noite sem luar tem lua, são um retrato do mundo político e do cotidiano paulistano dos anos 1970. Criativos e sensíveis, repletos de humor corrosivo, os textos revelam casos de ironia e inventividade popular, além de revolta contra a burocracia, a desumanização e os desmandos presenciados pelo autor. São cenas que “não estão nas reportagens de rádio e televisão”, segundo o jornalista Mílton Jung, que escreveu a orelha do livro.

A seleção das crônicas, publicadas entre 1973 e 1977, foi feita pelo escritor Roniwalter Jatobá, que também assina a apresentação. Diaféria escreve, entre outros temas, sobre os habitantes da cidade, os hábitos do povo e o futebol de várzea.

A polêmica crônica “Herói. Morto. Nós.”, integra o volume. Considerada ofensiva às forças armadas pela ditadura militar, sua publicação levou à prisão do autor – enquadrado na Lei de Segurança Nacional – e à demissão de Cláudio Abramo da Folha de S.Paulo. Nessa crônica, ao contar a história de um sargento que morreu ao salvar uma criança do poço das ariranhas no zoológico, Diaféria não deixa de cutucar, cheio de estilo, o regime militar.

Trecho da crônica “Herói. Morto. Nós”

“No instante em que o sargento – apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher – salta no fosso das simpáticas ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.”

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