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Moderno de nascença

figurações críticas do Brasil

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Moderno de nascença
  • autor: Antonio Candido
    Francisco Alambert
    Paulo Arantes
    Roberto Schwarz
    Vinicius Dantas
    João Adolfo Hansen
    Salete de Almeida Cara
    Marli Fantini
    Walnice Nogueira Galvão
    Maria Augusta Fonseca
    Vagner Camilo
    Vinicius Dantas
    Francisco Alambert
    Luiz Roncari
    Fernanda Arêas Peixoto
  • organizador: Salete de Almeida Cara
    Benjamin Abdala Junior
edição:
1
selo:
páginas:
240
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
310 gr
ano de publicação:
2006
encadernação:
Brochura
ISBN:
9788575590850

O Brasil, difícil de imaginar, país que todos imaginamos. A contradição, do ser ou não ser, a crise de identidade, está na origem de nossa formação nacional. Aliás, éramos alvo de imaginação, antes mesmo de existirmos: os portugueses, mas também outros povos europeus colonizadores, olhavam para o oceano fantasiando sobre a terra de fartura, a Cocanha revisitada, que encontrariam no Novo Mundo. Quando aportam no litoral baiano, as naus lusitanas carregam sua cultura - e, missão divina, fazem de tudo para sobrepujar a cosmologia nativa. Moderno de nascença: figurações críticas do Brasil reúne ensaios de treze autores, com o complexo intuito de retratar nossa contradição original. E vai além: com o público atual à deriva e claramente cooptado pelas facilidades da massificação, pensar sobre nossa imaginação e de onde esta provém se transforma em um exercício de liberdade.Dividido em quatro partes: 'Sociabilidade: as almas, os negócios, as ideias'; 'Relações internacionais, apreços nacionais'; 'Fulgurações do moderno' e 'Ordens e desordens'; o livro explora as várias facetas da relação entre a escrita e a constituição do ideário nacional.Da 'produção das almas' através da simbologia católica inserida na língua tupi feita sobre os indígenas pelos jesuítas no século XVI, até a cultura de massa através das telecomunicações que se estabelece na antessala do golpe de 1964, o livro traz quase como 'eixo central' dessa trajetória no tempo, entre o nacional e o estrangeiro, uma entrevista de Roberto Schwarz de 1976. Nela, o crítico desmonta tanto a ilusão do nacionalismo ufanista, quanto a de uma participação igualitária no mundo do capital. Muito antes do termo 'globalização', Schwarz já dizia que '[...] é claro que hoje em dia as independências econômicas, políticas e culturais não só não existem, como são praticamente inconcebíveis'.Neste percurso, Paulo Arantes investiga as bases materiais e o papel do romance em fazer imaginar-se como comunidade uma sociedade antagônica. Os autores examinam como ao longo da nossa história, vários escritores de estilos e tipos de texto diferentes (Mário Pedrosa, Machado de Assis, Mario de Andrade, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, o antropólogo Roger Bastide etc.) lidaram com suas heranças culturais, posições políticas e as influências estrangeiras no Brasil.Vinícius Dantas explora a militância e relação entre a produção modernista de Oswald de Andrade e sua militância comunista. Benjamin Abdala Jr. escreve sobre o clássico A formação da literatura brasileira: momentos decisivos, de Antonio Candido, e a influência do contexto de reafirmação do Brasil como nação na época em que a obra foi produzida. O livro traz ainda um texto inédito de Candido, recém-descoberto no arquivo de Oswald de Andrade, sobre o antopofagismo filosófico.No tempo da cultura de massas planetária, a partir da periferia do capitalismo, em um país com uma desigualdade econômica tremenda que lança uma elite ao 'mundo' dos importados e circulação planetária, enquanto os mais pobres vagam por periferias e acampamentos nas beiras de estrada, Moderno de nascença traz reflexões que lembram, que para localizar e pensar sobre o 'lugar' Brasil, ou mesmo para encontrar-se dentro dele, é necessário muito mais que um mapa.