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Ninguém disse que seria fácil
Autoria de Valério Arcary
Reflexão crucial para a militância socialista em tempos de desafios. Oferece uma visão pessoal sobre a luta política, destacando a importância da subjetividade, relacionamentos e valores no ativismo. Um guia para enfrentar a complexidade da luta e manter o ideal revolucionário nas adversidades.
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Ninguém disse que seria fácil, do historiador e militante Valerio Arcary, reúne uma série de artigos escritos ao longo dos últimos anos, período marcado por consecutivas derrotas da esquerda, ascensão da extrema direita e perdas substantivas de direitos da classe trabalhadora.

Em 42 artigos curtos, Arcary lança uma importante reflexão à militância socialista, muitas vezes presa às teorias, análises de conjuntura e trabalho analítico e conceitual. Sem se privar da relação com a teoria, os escritos focam outros aspectos da luta como o sentido humano, as relações entre as pessoas e suas contradições, a necessidade de se deixar de lado o individual ante o coletivo. Para o autor, o momento é de levantar tais questionamentos, especialmente diante da ampla vitória do capital e da extrema direita.

“Na teia do ser social que constituímos e que nos constitui, avançamos muito na compreensão de suas determinações objetivas, mas nem sempre damos a devida atenção ao problema da subjetividade. Por isso este livro de Valerio Arcary parece-me tão importante. Precisamos conversar sobre a militância, sobre a sensação de isolamento que se segue a uma derrota, sobre o fracionalismo, o embrutecimento, a saúde mental, os valores que nos guiam, os preconceitos, o anti-intelectualismo. Precisamos conversar sobre nós e os outros, os adversários e os inimigos, a classe idealizada e as pessoas reais que compõem nossa classe”, afirma Mauro Luis Iasi no Prefácio da obra.
 

Trecho do livro

Lealdade entre amigos não pode repousar somente em acordos políticos. Ela se constrói alicerçada na confiança pessoal, que vai além das ideias políticas. Como existem inevitavelmente diferenças de opinião, cultivar amizades exige uma disposição para a tolerância. Ninguém gosta de ser contrariado. Podemos ficar desgostosos ou até aborrecidos quando discordam de nossas opiniões. Mas romper amizades por diferenças de opinião é uma tolice infantil. Estar disposto a acolher ideias diferentes revela maturidade para aceitar graus de dissenso com que podemos conviver.

Autoria de Valerio Arcary
Prefácio de Mauro Luis Iasi
Texto de orelha de Manuela D’Ávila
Texto de quarta capa de Dilma Rousseff, Sonia Guajajara e Talíria Petrone
Capa de Maikon Nery
Número de páginas: 160
Dimensões: 23 x 16 x 2,0 cm
Peso: 225,6 g
ISBN: 9786557171677
Encadernação: brochura
Ano de publicação: 2022