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Noiva da revolução/Elegia para uma re(li)gião

Francisco de Oliveira

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Noiva da revolução/Elegia para uma re(li)gião
  • autor: Francisco de Oliveira
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
280
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
300 gr
ano de publicação:
2008
ISBN:
9788575591253

A cidade, com suas construções e acidentes geográficos, só existe quando percorrida pela memória; é a experiência humana que trafega por suas ruas e lhe confere sentido – particular e coletivo. Neste livro, quem nos convida a conhecer a cartografia do Recife são as reminiscências de um dos maiores intelectuais brasileiros: Francisco de Oliveira.

Não se trata de um emaranhado de datas e documentos históricos. Testemunha de fatos políticos e sociais que marcaram o Brasil e o Nordeste, o sociólogo pernambucano desenvolve, em Noiva da revolução, um ensaio histórico-político-sentimental munido de suas lembranças, “duas mãos e o sentimento do mundo”, como registra. Neste texto inédito, Chico conta que estava junto do então governador Miguel Arraes quando o coronel Dutra de Castilho deu-lhe voz de prisão, no Palácio do Campo das Princesas. Relata também a escuta, em uma extensão telefônica, do diálogo entre Arraes e João Goulart, este ironizando o “medo” do governador diante da movimentação das tropas do general Justino, que segundo o presidente (deposto posteriormente) estariam nas ruas para proteger Arraes.

Tais revelações são descritas na prosa rica em poesias e canções, encadeadas não apenas pela diversidade das reminiscências pessoais do autor, mas sobretudo pela análise contumaz daquilo que não foi, da cidade e de sua promessa de realização. Sobre o Recife, a “Noiva da revolução” segundo poema de Carlos Pena Filho, Chico de Oliveira diz: “Cerimônia marcada, na undécima hora sempre chegavam sinistros homens, deixando para trás amargas lembranças vestidas de luto”.

Além do ensaio inédito sobre o Recife, o volume, publicado pela Boitempo, trás nova edição de Elegia para uma re(li)gião, uma das principais obras de Chico de Oliveira. Escrito há mais de três décadas, em 1977, o texto é um estudo sobre as relações do Estado com a sociedade brasileira e nordestina, abarcando a experiência da Sudene – criada em 1959, extinta em 2001 por FHC e relançada pelo presidente Lula, em 2003.

Como assinala em Noiva da revolução, o Recife da Sudene foi “provavelmente o lugar central do conflito de classes no Brasil do final dos 1950 e toda a década de 1960; isto é, servindo-me de Lenin, um autor em desuso, o elo mais fraco da cadeia do colapso do populismo, cujo epicentro, na verdade, encontrava-se em São Paulo”. Ambos os ensaios são um diálogo candente da produção do sociólogo, da interpretação sobre o Nordeste, de suas memórias, de suas paixões.