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O relatório Lugano

sobre a manutenção do capitalismo no século XXI

Susan George

R$ 48,00 Livro indisponível

O relatório Lugano
  • tradutor: Afonso Teixeira Filho
  • prefácio: Laymert Garcia dos Santos
  • autor: Susan George
edição:
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
idioma:
Português
páginas:
222
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
250 gr
ano de publicação:
2002
encadernação:
Brochura
ISBN:
9788585934897

Ficção aterradora de Susan George prevê a eliminação de 1/3 da população mundial como forma de salvar o sistema capitalista de um colapso no futuro.

“Em 1948, quando os signatários da Declaração Universal dos Direitos do Homem se reuniram em assembleia, a população mundial era de cerca de 2,5 bilhões de habitantes. Na época, esse objetivo era utópico; hoje ele está completamente fora de questão: é impossível garantir esses “direitos” para 6 bilhões de pessoas, cuja maior parte vive na miséria. Em cinquenta anos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem tornou-se um documento com contradições insolúveis, pois no artigo 28 ela afirma igualmente que `Todo homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdade estabelecidos na presente Declaração possam ser planamente realizados.` Está claro que os signatários não consideraram que poderiam ter que escolher entre uma liberdade sem entraves para a reprodução e uma ordem social e internacional à beira da ruína.”

“O único meio de se garantir a felicidade e o bem estar da grande maioria das pessoas é a redução do número de habitantes do planeta. Escolha que pode parecer dura, mas que é imposta, a um só tempo, pelo discernimento e pela compaixão. Se desejarmos preservar o sistema liberal, premissa de nossa tarefa, não há outra solução. O resto é ilusão e devaneio.”

“Nossos objetivos são criar um ambiente econômico que amplie as oportunidades individuais de sucesso e de se alcançar a felicidade; proteger um habitat que proporcione as condições de vida necessárias para os seres humanos e para as outras espécies; manter a sociedade civilizada e a cultura ocidental.”

Nesse aterrador livro de ficção, alguém misterioso contrata uma série de profissionais para analisar a situação global e encontrar alternativas para manter o sistema capitalista em funcionamento. A solução encontrada por esses profissionais é dizimar 1/3 da população mundial. Eles não só fornecem a solução, como sugerem as formas de concretizar a barbárie.

“O problema não é saber se devemos diminuir consideravelmente a população, mas como fazê-lo. Em vista disso, começamos a definir alguns princípios gerais, fazendo referência explícita aos erros dos velhos métodos de genocídios que identificamos anteriormente e que qualificamos de primitivos, provinciais e incapazes.

 As estratégias modernas para se reduzir a população terão forçosamente um custo. Deverá ser menos elevado possível, pois não necessita de nenhum equipamento especial e praticamente não utiliza a força humana. O modelo Auschwitz é o contrário do que é necessário para se atingir o objetivo.

 A seleção das “vítimas” não deverá ser preocupação de ninguém a não ser das próprias vítimas. Elas mesmas se escolherão pelos critérios de incompetência, incapacidade, pobreza, ignorância, preguiça, criminalidade e assim por diante. Quer dizer, elas se encontram no grupo dos pobres.

 O Estado deveria ter relativamente poucas responsabilidades na administração da população, e de qualquer forma, muito menos tarefas para assumir, como a administração das prisões, dos seguros de desemprego, da administração geral de diferentes ajudas sociais etc. Somos partidários de uma redução do aparelho do Estado e da diminuição de seu papel nos negócios individuais. Insistimos assim que o Estado tome o exemplo do setor privado também na área do controle populacional.

 Em relação à visibilidade e à percepção pública, sugerimos dois tipos de estratégias. Controle “preventivo” da população, fundamentado em um planejamento familiar: isso será visível e encarado como parte de um programa político normal. Além disso sugerimos estratégias de “tratamento” ou “saneamento” para se encarregarem dos que já nasceram, sem que pareça que há uma administração particular por trás disso. Não há nenhum vilão nesse cenário."

Comentários da autora

“Se eu estivesse entre os que comandam, gostaria de me certificar de que tudo aquilo estivesse relacionado e estaria preparado para pagar regiamente por uma avaliação sem indulgência da saúde do sistema, de sua capacidade de resistência, no mínimo simplesmente porque meu futuro poder e lucros dependem dele.

Eles formariam um poderoso grupo de estudos, composto inteiramente de norte-americanos e europeus, recrutados em diversas disciplinas. Os membros do grupo seriam o que os americanos chamam de “políticos intelectuais”, do tipo que transita facilmente entre o meio acadêmico e o governo, percorrendo importantes universidades e agindo como assessores altamente situados. Os membros do grupo de trabalho jamais souberam exatamente para quem estava trabalhando, mas sua recompensa material desencorajou qualquer curiosidade ou desconfiança.

Espero que os leitores tenham ficado assustados com O relatório Lugano, mas quero deixar bem claro que ele não é sensacionalista. O conteúdo baseia-se inteiramente em fartos dossiês e material factual, como meus outros livros. O Relatório Lugano é uma avaliação tão precisa, sóbria e imparcial quanto uma pesquisa séria poderia ser. Não é uma obra de ficção científica ou outro tipo de ficção. Exceto pelo conceito básico, nada foi inventado e eu não ficaria surpresa em saber que um documento semelhante tivesse sido produzido por um grupo de trabalho na vida real.”

autor