Os líderes e as massas

Escritos de 1921 a 1926

Antonio Gramsci

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Os líderes e as massas
  • autor: Antonio Gramsci
  • tradução de: Carlos Nelson Coutinho e Rita Coitinho
  • seleção dos textos e apresentação: Gianni Fresu
  • nota da edição: Luciana Aliaga
  • capa: Maikon Nery
edição:
1
coleção:
Escritos Gramscianos
selo:
Boitempo
páginas:
304
formato:
21cm x 15cm x 2cm
peso:
420 Gramas
ano de publicação:
2023
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171844

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Os líderes e as massas: escritos de 1921 a 1926, nova obra da coleção Escritos Gramscianos, reúne 34 textos redigidos por Antonio Gramsci entre 1921 e 1926, dos quais 29 são publicados pela primeira vez no Brasil. Os artigos apresentam uma fase do amadurecimento intelectual do pensador sardo e dão continuidade a suas ideias sobre a democracia dos conselhos e a nova ordem que deveria se traduzir na transformação das grandes massas populares.
 

A relação entre os trabalhadores, os líderes e as hierarquias estabelecidas é uma das ideias centrais da obra. Em um dos artigos, escrito por ocasião da morte de Lênin, em 1924, Gramsci reflete sobre o problema essencial da existência ou não de um “líder” – e pensa que, para que o “líder” e o partido não se transformem em uma relação deslocada e superficial, ambos devem primeiro fazer parte da classe, ou pelo menos representar seus interesses e suas aspirações mais vitais.
 

“A natureza dualista das relações entre líderes e massas é um tema central na elaboração teórica de Gramsci por diversas razões, sobretudo porque, internamente a essa contradição, encontram-se tanto as origens como a força persuasiva das relações de exploração e domínio características da sociedade burguesa”, conta Gianni Fresu na apresentação.

 

Trecho 

“A guerra foi tudo o que foi, mas não o fruto de uma ação da classe trabalhadora. O regime que produziu a guerra é o mesmo que agora cria desemprego e miséria em todo o planeta. Todos os delitos, todos os sofrimentos, todas as privações inauditas que esse regime baseado na propriedade privada traz devem pesar somente sobre o povo trabalhador? A classe rica, a classe patronal, deve sempre poder causar fome à classe operária e camponesa para que seus lucros sejam salvos, para que sua propriedade não sofra mutilações, limitações ou prejuízos de qualquer sorte?”