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Privatização da cultura

a intervenção corporativa nas artes desde os anos 80

Chin-Tao Wu

R$ 65,00 Livro indisponível

Privatização da cultura
  • autor: Chin-Tao Wu
  • prefácio: Danilo Santos de Miranda
  • tradutor: Paulo Castanheira
  • editor: SescSP (coedição)
selo:
Boitempo
páginas:
408
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
600 gr
ano de publicação:
2006
ISBN:
9788575590881

O crescente papel das grandes empresas e seus interesses privados no mundo das artes, na produção, circulação e nas instituições culturais no mundo, submetendo-a aos seus interesses, sob a ótica do marketing, do investimento em ativos ou da diplomacia de negócios. Este é o delicado e pouco explorado tema deste livro inovador da autora taiwanesa Chin-tao Wu, a partir de sua pesquisa na Universidade de Londres sobre as mudanças ocorridas nos sistemas de apoio às artes nos Estados Unidos e Reino Unido no final do século XX.

Lançada no Brasil em uma coedição do SESC com a Boitempo Editorial, a obra analisa os efeitos das políticas para o setor dos governos de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, que estabeleceram marcos como a redução dos investimentos governamentais diretos e do controle público, e o crescimento dos incentivos fiscais, fundações privadas, do marketing cultural e dos institutos de empresas atuando no setor. A cultura deixa de ser uma área de enriquecimento do espírito, para se tornar mais um setor que tem que “se sustentar”, como “negócios privados”, mas que seguem, ainda que de forma às vezes dissimulada, subsidiados pelo poder público.

A partir desta mudança na postura dos governos e sociedades em relação à influência do mundo dos negócios na arte, Chin-tao explora o peso das empresas e seus dirigentes nos conselhos curadores, inclusive de instituições públicas como a Tate Gallery, e as crescentes coleções privadas, em poder das próprias empresas. Como estas fazem da arte, também, seu negócio financeiro e de imagem, e como os próprios museus se tornam cada dia mais orientados e parecidos com empresas ? como no caso estudado no livro das “franquias” do museu Guggenheim, que hoje já possui até uma filial dentro de um cassino em Las Vegas.

Um debate essencial para a discussão de cultura no Brasil das leis de incentivo que promovem o controle privado com recursos públicos, após a falência da polêmica Brasilconnects, da imensa coleção privada de Edemar Cid Ferreira, e dos projetos imobiliários de um Museu de Artes de São Paulo em crise. O livro traz ainda um texto inédito de apresentação à obra, escrito por Danilo dos Santos Miranda, Diretor do Departamento Regional do SESC no Estado de São Paulo.

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