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Raça, nação, classe
Debate sobre o racismo e sua relação com o capitalismo e o nacionalismo, publicado pela primeira vez no Brasil. Análise estrutural do racismo e sua ligação com as estruturas sociais atuais. Um desafio às visões simplistas, destacando a complexidade das tensões raciais na sociedade contemporânea.
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Publicado no Brasil pela primeira vez, Raça, nação, classe traz ao leitor um profícuo debate sobre o racismo e sua relação com a luta de classes, o capitalismo e o nacionalismo. Como é possível que o racismo ainda seja um fenômeno crescente? Quais são as características específicas do racismo contemporâneo?

Esta obra tenta responder a essas perguntas fundamentais por meio de um diálogo entre o filósofo francês Étienne Balibar e o historiador e sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein. Ambos os autores desafiam a noção de que o racismo é uma continuação ou um retorno da xenofobia de sociedades do passado e o analisam como uma relação social indissoluvelmente ligada às estruturas sociais atuais – o Estado, a divisão do trabalho e a divisão entre centro e periferia – que são constantemente reconstruídas.Apesar de naturais divergências durante o diálogo, Balibar e Wallerstein enfatizam a modernidade do racismo e a necessidade de entender sua relação com o capitalismo contemporâneo. Acima de tudo, a obra revela as formas de conflito social presentes e futuras, em um mundo em que a crise do Estado é acompanhada por um aumento alarmante do nacionalismo, do chauvinismo e da xenofobia.
 

Trecho do livro

Em todos os sistemas históricos anteriores, a xenofobia teve uma consequência comportamental básica: a expulsão do 'bárbaro' do espaço físico da comunidade, da sociedade, do grupo que compartilhava interesses e atitudes, sendo a morte a versão extrema dessa expulsão. Sempre que expulsamos fisicamente o outro, ganhamos a 'pureza' do ambiente que provavelmente buscamos, mas é inevitável, ao mesmo tempo, perdermos algo. Perdemos a força de trabalho da pessoa expulsa e, portanto, sua contribuição para a criação de um excedente de que poderíamos nos apropriar diversas vezes. Isso representa uma perda para qualquer sistema histórico, mas ela é particularmente significativa no caso de um sistema cuja estrutura e cuja lógica são construídas em torno da acumulação contínua de capital.

– Immanuel Wallerstein

Autoria de Étienne Balibar e Immanuel Wallerstein
Tradução de Wanda Nogueira Caldeira Brant
Introdução de Étienne Balibar e Immanuel Wallerstein
Texto de orelha de Silvio Luiz De Almeida
Capa de Maikon Nery
Número de páginas: 304
Dimensões: 16 x 23 x 2 cm
Peso: 428,7 g
ISBN: 9786557170526
Encadernação: brochura
Ano de publicação: 2021

SubTítulo 295033

as identidades ambíguas