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Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0

Ricardo Antunes, Arnaldo Mazzei Nogueira, Cílson César Fagiani, Clarissa Ribeiro Schinestskck, entre outros.

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Este livro estará disponível a partir da data 09/10/2020
Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0
  • autor: Ricardo Antunes
    Arnaldo Mazzei Nogueira
    Cílson César Fagiani
    Clarissa Ribeiro Schinestskck
    Claudia Mazzei Nogueira
    Fabiane Santana Previtali
    Geraldo Augusto Pinto
    Isabel Roque
    Iuri Tonelo
    Jamie Woodcock
    Luci Praun
    Ludmila Costhek Abílio
    Marco Gonsales
    Mark Graham
    Mohammad Amir Anwar
    Patrícia Rocha Lemos
    Rafael Grohmann
    Ricardo Festi
    Sávio Cavalcante
    Thiago Trindade de Aguiar
    Vitor Filgueiras
  • organizador: Ricardo Antunes
  • capa: Antonio Kehl, sobre foto de Rafael Vilela
edição:
coleção:
Mundo do trabalho
selo:
Boitempo
páginas:
336
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
550 gr
ano de publicação:
2020
encadernação:
Brochura
ISBN:
9786557170113

[ Este título está em pré-venda, os envios serão feitos a partir do dia 9 de outubro ]

Organizada por Ricardo Antunes, professor da Unicamp e sociólogo do trabalho, a obra é uma coletânea de artigos que desbrava os temas do trabalho digital, da uberização e plataformização do trabalho e do fenômeno da Indústria 4.0 e suas consequências para o universo laborativo e para a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. O livro traz dezenove artigos de importantes pesquisadores e pesquisadoras, brasileiros e estrangeiros, que investigam, em diferentes setores, os impactos sociais decorrentes da expansão do universo maquínico-informacional-digital. 

A uberização, conceito abordado, definido e expandido na obra, é um processo de individualização e invisibilização das relações de trabalho, que assumem a aparência de “prestação de serviços”, obliterando relações de assalariamento e de exploração. O livro investiga como a introdução das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no mundo produtivo funciona para aumentar o cenário de precarização do trabalho – prescindindo de salários e reduzindo pagamentos, ampliando o controle sobre e a competição entre os trabalhadores – por meio de análises de diferentes setores produtivos impactados pelo trabalho digital e pela Indústria 4.0, como o trabalho de entregadores de aplicativos, a indústria automobilística, o setor bancário e os setores de telemarketing e call-center. 

Os artigos também enfatizam a importância dos movimentos de resistência à precarização, dos quais o “Breque dos Apps”, a paralisação nacional dos entregadores de aplicativos ocorrida em 1º de julho de 2020, é o mais recente exemplo.

 

Trecho do livro

“Com a expansão global da chamada Indústria 4.0, em curso ainda mais acentuado durante a pandemia, se não forem criadas barreiras e confrontações sociais fortes, teremos uma ampliação exponencial de trabalho morto, por meio do crescimento do maquinário informacional-digital. Tais alterações trarão, além da redução quantitativa do trabalho vivo, profundas transformações qualitativas, uma vez que o trabalho morto, ao ampliar seu domínio sobre o trabalho vivo, aprofundará ainda mais a subsunção real do trabalho ao capital, nessa nova fase digital, algorítmica e financeira que pauta o mundo corporativo de nosso tempo.” - Ricardo Antunes