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Uma ideologia ecofascista considera, portanto, que a defesa da identidade de uma comunidade política depende da preservação ecológica de seu território, da alocação preferencial dos recursos naturais que são extraídos dele à população autóctone e da estigmatização socioecológica dos grupos ‘alóctones’. Estes são percebidos como uma ameaça e um ‘perigo sem precedentes’ não só para a identidade do grupo de acolhida – ou mesmo para sua sobrevivência física: eles são ‘uma ameaça à própria possibilidade de continuar existindo física e culturalmente –, mas também para sua matriz territorial, da qual eles seriam os agentes de destruição’. A Grande Substituição, noção à qual voltaremos no capítulo 3, não é mais somente um ‘etnocídio’ e um ‘genocídio por substituição’, como diz Renaud Camus: ela se torna também um ‘ecocídio'. Como sempre acontece nas ideologias de extrema direita, a fobia da alteridade toma a forma de uma angústia da alteração, porque, ‘se a extrema direita parece se alimentar do ódio do outro (em especial do estrangeiro), por trás desse ódio se esconde um impulso afetivo mais fundamental: o medo ou, mais exatamente, a angústia da perda de si’”.