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A tentação ecofascista
ecologia e extrema direita
Autoria de Pierre Madelin
Disponível a partir de: 17 de abril de 2026.

É possível relacionar a extrema direita à defesa do meio ambiente? Essa junção pode parecer estranha e nada óbvia, mas já é observável em diferentes países e grupos. Em A tentação ecofascista: ecologia e extrema direita, Pierre Madelin apresenta essa ligação e demonstra de que forma ela está presente em ações, teorias e falas ao redor do mundo.

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Demografia, imigração, controle de natalidade e negação à globalização são alguns dos assuntos que permeiam o imaginário ecofascista: “Como há grandes chances de que a articulação entre temáticas ambientais e temáticas identitárias, ainda embrionária, se intensifique nos próximos anos, à medida que as crises ambientais e migratórias se agravarem, espero que este livro, situado na fronteira da história das ideias, da cartografia intelectual e da prospectiva política, possa preencher essa lacuna e constituir uma fonte útil para todas as pessoas que desejem compreender melhor os desafios relacionados a essa temática”, escreve o autor.
               
Madelin inicia a obra apresentando os diferentes sentidos dados a esse conceito na história das ideias ecológicas e segue mostrando que o ecofascismo não tem de fato uma história política e sim uma história intelectual. Casos contemporâneos são tratados nos capítulos seguintes, com enfoque na França e nos Estados Unidos. O autor também questiona a possibilidade de o movimento inspirar, em um futuro próximo, governos ou regimes políticos ecofascistas.
 
“Tentarei identificar os desafios intelectuais e políticos que as ideologias ecofascistas impõem às ecologias políticas que se preocupam em articular a defesa do mundo não humano com uma radicalidade emancipatória para os próprios seres humanos”, escreve.

Trecho do livro

Uma ideologia ecofascista considera, portanto, que a defesa da identidade de uma comunidade política depende da preservação ecológica de seu território, da alocação preferencial dos recursos naturais que são extraídos dele à população autóctone e da estigmatização socioecológica dos grupos ‘alóctones’. Estes são percebidos como uma ameaça e um ‘perigo sem precedentes’ não só para a identidade do grupo de acolhida – ou mesmo para sua sobrevivência física: eles são ‘uma ameaça à própria possibilidade de continuar existindo física e culturalmente –, mas também para sua matriz territorial, da qual eles seriam os agentes de destruição’. A Grande Substituição, noção à qual voltaremos no capítulo 3, não é mais somente um ‘etnocídio’ e um ‘genocídio por substituição’, como diz Renaud Camus: ela se torna também um ‘ecocídio'. Como sempre acontece nas ideologias de extrema direita, a fobia da alteridade toma a forma de uma angústia da alteração, porque, ‘se a extrema direita parece se alimentar do ódio do outro (em especial do estrangeiro), por trás desse ódio se esconde um impulso afetivo mais fundamental: o medo ou, mais exatamente, a angústia da perda de si’”.

Autoria de

Autoria de Pierre Madelin
Capa de Livia Viganó
Texto de orelha de Virgínia Fontes
Tradução de Mariana Echalar
Páginas: 208
Formato: 21cm x 14cm x 2cm
Peso: 300g
Ano Publicação: 2026
Encadernação: Brochura
ISBN: 9786557175538