Entre a praia e a sala de aula, Quim inicia um percurso de letramento múltiplo, no qual leitura e identidade se entrelaçam. Acompanhado do novo amigo caranguejo, ele se aproxima da palavra com coragem e sensibilidade, compreendendo que aprender não se limita aos códigos escolares. Seu momento de virada acontece durante a Regata da Rainha do Mar, festa tradicional daquelas águas, quando o garoto consegue “ler” as velas das jangadas – gesto que se transforma em rito de passagem, pertencimento afro-brasileiro e travessia.
Ambientado no Titanzinho, território marcado pela resistência popular e pela força do surfe como modo de vida, Crias do Titanzim afirma a periferia como lugar de saber, invenção e futuro. Com linguagem atravessada pela oralidade, pelo rap e pela poesia, e ilustrações que nascem da observação do território, o livro convida o leitor a escutar a cidade a partir de suas bordas e a reconhecer outras formas de ler, aprender e existir no mundo.
Crias do Titanzim é o segundo livro ilustrado publicado a partir do chamamento Boitatá para envio de originais, iniciativa que integra as comemorações dos dez anos da editora. As inscrições contaram com 487 participantes.