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Fascismo tardio
raça, capitalismo e política da crise
Autoria de Alberto Toscano
Disponível a partir de: 17 de setembro de 2026.

Em um mundo tomado por crises ecológicas, econômicas e políticas, as forças do autoritarismo têm saído na frente. Como nomear e responder a esse estado de coisas? Em Fascismo tardio: raça, capitalismo e política da crise, Alberto Toscano critica a associação do fascismo unicamente com o tipo de violência política dos regimes europeus de meados do século XX. Em vez de procurar analogias históricas, ele entende o fascismo como um processo mutável, ancorado no capitalismo racial e colonial, que antecede e sobrevive às suas encarnações na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.
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A extrema direita global do século XXI se movimento por teorias da conspiração, pânico moral e espantalhos em torno de temas como sexualidade, imigração e direitos reprodutivos, como a chamada “ideologia de gênero” e “grande substituição”. Desenvolver uma teoria antifascista é uma tarefa urgente e vital: “Este livro é uma tentativa de contribuir para uma discussão coletiva sobre nosso ciclo político reacionário”, escreve o autor.
 
A edição da Boitempo traz dois importantes acréscimos em relação à original: um novo prefácio em que o autor se dirige ao público brasileiro e tematiza as especificidades do bolsonarismo; e um apêndice dedicado aos debates latino-americanos sobre o fascismo nos anos 1970, em diálogo com intelectuais brasileiros da teoria marxista da dependência, como Ruy Mauro Marini e Theotônio dos Santos.

“Em um momento no qual a extrema-direita oscila entre a nostalgia e a inovação tecnológica, entre a encenação permanente e a violência política, este livro oferece instrumentos indispensáveis para compreender não apenas o retorno de velhos fantasmas, mas as formas inéditas que eles assumem no presente”, pontua Douglas Barros no texto de orelha. “Toscano restitui ao conceito de fascismo sua força crítica e sua urgência política.”

Trecho do livro

Na medida em que podemos falar de fascismo hoje, trata-se de um fascismo em grande medida esvaziado (embora com exceções importantes) de movimento de massas e de utopia; um fascismo desprovido do que Ernst Bloch chamou de não contemporaneidade e do que Georges Bataille denominou heterogeneidade; um fascismo que não está reagindo a ameaça iminente da política revolucionária, e sim retém a fantasia racial do renascimento nacional e a circulação frenética de um discurso pseudoclassista. A melhor maneira de lidar com este último não é fomentar a figura sociologicamente espectral e suspeita da classe trabalhadora branca “esquecida”, mas confrontar o que significa uma política coletiva hoje. Aceitar esse simulacro racializado de um proletariado não é um trampolim para uma política de classes, mas um obstáculo a ela, sua forma Ersatz [substitutiva degradada] maliciosa e debilitante. Meu objetivo é esboçar – para debate e discussão coletivos – os aspectos elementares de uma pseudoinsurgência, com a ressalva de que uma pseudoinsurgência foi, em muitos aspectos, o que os fascismos assassinos do período entreguerras na Europa também encarnaram”.

Autoria de Alberto Toscano
Capa de Oga Mendonça
Texto de orelha de Douglas Barros
Texto de quarta capa de Vladimir Safatle
Tradução de Pedro Davoglio
Título original: Late Fascism: Race, Capitalism and the Politics of Crisis
Páginas: 256
Formato: 23cm x 16cm x 2cm
Peso: 342g
Ano Publicação: 2026
Encadernação: Brochura
ISBN: 9786557175798