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A arte da entrevista


R$ 68,00 Livro indisponível

A arte da entrevista
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
480
formato:
23cm x 16cm x 3cm
peso:
600 gr
ano de publicação:
2004
ISBN:
8575590413

A arte da entrevista reúne 48 entrevistas clássicas da história do jornalismo, feitas de 1823 a 2000, em uma antologia organizada pelo jornalista Fábio Altman, com desenhos de Cássio Loredano.

O livro apresenta 32 entrevistas estrangeiras, selecionadas a partir do The Penguin Book of Interviews – An Anthology from 1859 to the Present Day, de Christopher Silvester, jornalista inglês colaborador das revistas americanas GQ e Vanity Fair, e outros 16 depoimentos de personagens brasileiros - ou para brasileiros.

O volume traz, por exemplo, Karl Marx sendo entrevistado apenas dois meses depois da Comuna de Paris, e Freud discutindo o pessimismo em 1930. Drummond em uma entrevista feita no dia da morte de Pedro Nava e Hitler, em 1932, dizendo: “quando eu dominar a Alemanha...”. Ernest Hemingway comentando, a respeito de tubarões, que “com o 22 o tiro é na cabeça” e Norman Mailer falando sobre suas experiências com a maconha. Luís Carlos Prestes, um pouco antes do AI-5, dizendo, “O senhor sabe? Eu não conheço o meu último filho” e Leila Diniz dizendo para seis embevecidos entrevistadores do Pasquim: “Professorinha uma (*). Fui professora”. John Lennon, para a Rolling Stones em 1971: “Pessoas como eu têm consciência do seu, assim chamado, gênio aos 10, 8, 9 anos...”. E Lula, em 2000: “Banqueiro tem que ter medo do PT. Não é normal num país os bancos ganharem o que estão ganhando aqui”.

A seleção foi feita a partir de quatro critérios: impacto imediato na realidade, como a de Getúlio Vargas para Samuel Wainer, em 1949, que marca o retorno do ex-ditador para a vida política, ou a de Pedro Collor, que detonou o processo de impeachment do irmão; entrevistas que retrataram uma época, como a de John Kennedy em 1960 ou João Figueiredo em 1978; as entrevistas corajosas, que rompiam silêncios, como a de dom Hélder Câmara, em 1969, no momento mais duro da ditadura militar; e entrevistas que fazem referências à própria natureza desta que é a ferramenta fundamental do jornalismo, como a de José Bonifácio, de 1923, a de Rudyard Kypling (insultando o entrevistador e considerando o ato de pedir entrevista uma coisa “imoral”) e a de Tim Berners-Lee, o pai da internet, numa entrevista on line.

A arte da entrevista é uma nova edição, atualizada e reformulada, do livro de mesmo título publicado pela editora Scritta em 1995, com algumas diferenças fundamentais. A seleção sofreu cortes e acréscimos e, principalmente, ganhou os comentários – em forma de desenhos – de Cássio Loredano, sem dúvida um dos maiores desenhistas brasileiros de todos os tempos.