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A navegação venturosa

ensaios sobre Celso Furtado

Francisco de Oliveira

R$ 42,00 Comprar

A navegação venturosa
  • autor: Francisco de Oliveira
  • orelha: Luiz Gonzaga Belluzzo
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
142
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
200 gr
ano de publicação:
2003
ISBN:
9788575590379

'Devemos quase tudo a Celso Furtado...'

No dia 7 de abril de 1964, poucos dias depois do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, o sociólogo Francisco de Oliveira foi preso ao sair da casa do então presidente da Sudene, o economista Celso Furtado. Ficou preso durante três meses e, em seguida, decidiu trocar o Recife pelo Rio de Janeiro.

A obra remonta à década de 1960 a amizade de Francisco de Oliveira – ou Chico, como é conhecido – e Celso Furtado. E é em homenagem ao mestre que ele reúne em A navegação venturosa: ensaios sobre Celso Furtado um conjunto de artigos em que procura ressaltar o melhor da contribuição intelectual de Furtado, o que inclui, necessariamente, discordâncias – na maior parte dos casos, pontuais – e uma ou outra divergência maior. Pois assim Chico de Oliveira considera que deve ser o “diálogo sobre as grandezas” de Furtado, sem subserviências diante de um dos grandes intelectuais brasileiros de todos os tempos e um republicano exemplar.

Na apresentação que fez ao volume, ao autor diz:
“Num Brasil e Nordeste plagados de patrimonialismos, Furtado entrou como um cavaleiro da razão, montado no Rocinante de uma aguda inteligência plasmada para desvendar os enigmas de uma sociedade que se ergueu pela desigualdade e se alimenta dela. Alto e austero, seco de carnes, semblante talhado à foice, como certos tipos do sertão, o cavaleiro da razão é um Quixote que, do alto de sua loucura, combate incansavelmente os moinhos satânicos do capitalismo predador e de suas classes-abutres.
Ao olhar para trás e contemplar o passado, é bom ver que, ao lado do anjo da História de Klee e Benjamin, não houve apenas acumulação de desastres; ergue-se outro que dá sentido à vida e talvez por isso não é menos nostálgico e trágico: o de que fomos também testemunhas de uma criação que dignificou nosso tempo. É para testemunhar que este livro se oferece a Celso Furtado e aos leitores”.