Enfrentando o Antropoceno

capitalismo fóssil e a crise do sistema terrestre

Ian Angus

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Enfrentando o Antropoceno
  • autor: Ian Angus
  • tradução de: Glenda Vicenzi e Pedro Davoglio
  • apresentação: John Bellamy Foster
  • orelha: Alexandre Araújo Costa
  • capa: Maikon Nery, sobre O fígado, de Leda Catunda
título original:
Facing the Anthopocene: Fossil Capitalism and the Crisis of the Earth System
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
288
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
350 Gramas
ano de publicação:
2023
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557173176

Quando começou o Antropoceno? Apesar de o termo se popularizar apenas em meados dos anos 2000, a discussão sobre a presença do homem no mundo e sua intervenção na natureza não é nova. Lançado originalmente em 2016, Enfrentando o Antropoceno, do canadense Ian Angus, é um estudo sobre o impacto do homem na Terra.
 
A obra se inicia debatendo a chamada Grande Aceleração, período posterior à Segunda Guerra Mundial apontado como ponto de inflexão na história terrestre, no qual as atividades humanas tornaram-se a força geológica primária que impacta o meio ambiente e seu futuro. Multidisciplinar, o livro analisa não apenas recentes descobertas científicas sobre as causas e as consequências físicas da transição do Antropoceno, mas também as tendências sociais e econômicas que fundamentam a crise, como a queima de combustíveis fósseis e a atuação do capitalismo nos últimos cem anos.
 
Angus faz uma reflexão sobre as alternativas de mudanças em meio ao desenfreado aumento de temperatura, clima extremo, elevação dos oceanos e extinção em massa de espécies. Para o autor, a sobrevivência no Antropoceno exige uma mudança social radical, substituindo o capitalismo fóssil por uma nova civilização ecossocialista: “Ian Angus demonstra como a essência predatória do sistema econômico capitalista declara guerra, em nome do crescimento econômico infinito, do lucro e da acumulação desenfreada de riquezas contra o sistema Terra, contra Gaia/Pachamama e mostra de que maneira a lógica desse sistema precisa ser combatida em seu todo”, escreve Alexandre Araújo no texto de orelha.
 
Trecho
 
“Transições ambientais repentinas foram normais e frequentes durante milhões de anos. Hoje, com a atividade humana acrescentando tensões aos processos normais de mudança global, a possibilidade de mudanças abruptas com resultados potencialmente catastróficos nunca foi tão grande. E não se trata apenas de especulação sobre o que pode acontecer. No fim do século XX, o sistema terrestre atravessou um ponto de ruptura e se encaminhou para o desastre. A ameaça totalmente inesperada só foi identificada quando a crise já estava bastante adiantada, e, mesmo assim, a ação decisiva foi postergada. Ainda estamos sentindo o impacto, que continuará a causar dor e morte prematura aos milhares, por muitas décadas”.

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