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Esboço para uma crítica da economia política

E outros textos de juventude

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Esboço para uma crítica da economia política
  • autor: Friedrich Engels
  • tradução: Nélio Schneider, Ronaldo Vielmi Fortes (artigos 5 e 6), José Paulo Netto e Maria Filomena Viegas (artigo 10)
  • organização e texto de apresentação: José Paulo Netto
  • orelha: Felipe Cotrim
  • capa: Antonio Kehl, sobre desenho de Gilberto Maringoni
edição:
1
selo:
páginas:
296
formato:
23cm x 16cm x 4cm
peso:
300 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171028

Diversos autores e intelectuais apontaram Friedrich Engels como o primeiro marxista. Enquanto Karl Marx ainda focava seus combates na filosofia, o jovem Engels publicava “Esboço para uma crítica da economia política”, texto que dá título a esta obra e é considerado o embrião da crítica da economia política, que seria desenvolvida mais tarde por Karl Marx e encontraria seu máximo desenvolvimento em O capital.

Além do artigo citado, outros dez compõem a coletânea, sendo oito inéditos em português. Aos artigos compilados por José Paulo Netto, escritos durante a juventude de Engels – de 1839, quando tinha dezenove anos, a 1847, véspera da redação do Manifesto Comunista –, soma-se um relato de viagem que o autor fez a pé da França à Suiça. Registram-se ali seu vibrante bom humor e o contato com os camponeses que lhe permitiu prever a ascensão de Luís Bonaparte. Netto também assina a apresentação, que faz um belíssimo resumo biográfico de Engels à época, sua formação e seu encontro e colaboração com Karl Marx ao longo da vida, além de uma detalhada contextualização da produção do período, por meio de vastas notas de rodapé com indicações bibliográficas úteis para leigos e estudiosos.

Em Esboço para uma crítica da economia política e outros textos de juventude o leitor tem a oportunidade de acompanhar a formação do intelecto crítico de Engels e o surgimento dos principais temas e problemas que, adiante, comporão o núcleo do marxismo, bem como o papel pioneiro do autor, tanto em relação à política comunista moderna quanto à crítica da economia política.

Trecho

“Do que se origina a ruína da classe média, o contraste abrupto entre pobre e rico, os congestionamentos do comércio e o desperdício de capital daí resultante? Não há outra razão além da fragmentação dos interesses. Cada um de nós trabalha para tirar vantagem para si, sem se preocupar com o bem-estar dos demais; no entanto, trata-se de uma verdade manifesta e óbvia que o interesse, o bem-estar, a felicidade da vida de cada indivíduo estão inseparavelmente ligados aos de seus semelhantes.”