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Na medida em que podemos falar de fascismo hoje, trata-se de um fascismo em grande medida esvaziado (embora com exceções importantes) de movimento de massas e de utopia; um fascismo desprovido do que Ernst Bloch chamou de não contemporaneidade e do que Georges Bataille denominou heterogeneidade; um fascismo que não está reagindo a ameaça iminente da política revolucionária, e sim retém a fantasia racial do renascimento nacional e a circulação frenética de um discurso pseudoclassista. A melhor maneira de lidar com este último não é fomentar a figura sociologicamente espectral e suspeita da classe trabalhadora branca “esquecida”, mas confrontar o que significa uma política coletiva hoje. Aceitar esse simulacro racializado de um proletariado não é um trampolim para uma política de classes, mas um obstáculo a ela, sua forma Ersatz [substitutiva degradada] maliciosa e debilitante. Meu objetivo é esboçar – para debate e discussão coletivos – os aspectos elementares de uma pseudoinsurgência, com a ressalva de que uma pseudoinsurgência foi, em muitos aspectos, o que os fascismos assassinos do período entreguerras na Europa também encarnaram”.