Nem reforma nem revolução? é a questão que organiza o dossiê deste semestre, que conta com intervenções norteadores sobre as eleições de outubro de 2026. Com textos de Carlos Vainer, Denise Gentil e Gilberto Maringoni, Virgínia Fontes, Rubens Casara e Rafael Bastos, os autores tratam de temas como economia, política, judiciário e gênero.
Antonio Carlos Mazzeo e Luiz Bernardo Pericás conduzem a entrevista com Osvaldo Coggiola. Historiador, professor e militante socialista, Coggiola publicou quase noventa livros e centenas de artigos em diversas línguas, mantendo até hoje uma produção intelectual inseparável do compromisso com os desafios políticos do presente.
Na seção homenagens, Luciano Gatti escreve sobre Alexander Kluge e Lidiane Soares relembra a importância de Fernando Novais para a história do pensamento crítico e do marxismo no Brasil. José Corrêa Leite resenha o lançamento Marx naródnik: os populistas russos, o comunismo e o futuro da revolução, de Michael Löwy e Paul Gillibert, enquanto Henrique Roberto Figueiredo escreve sobre a obra prima de W. E. B. Du Bois, Reconstrução negra: ensaio para uma história do papel desempenhado pelo povo negro na tentativa de reconstruir a democracia na América, 1860-1880.
As obras Stálin: história e crítica de uma lenda infame, de Domenico Losurdo, e Diretrizes para uma política econômica, de Caio Prado Júnior, são analisadas na seção Notas de leitura. Em Poesia, Flávio Aguiar evoca famosas frases e versos para falar de memória, resistência e liberdade. O ensaio visual da edição é de Arthur Bispo do Rosário, com curadoria de Francisco Klinger Carvalho.