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O arcano da reprodução
donas de casa, prostitutas, operários e capital
Disponível a partir de: 17 de fevereiro de 2026.

Publicado pela primeira vez em 1981, O arcano da reprodução é um clássico do feminismo italiano que ganha sua primeira tradução para o português. A partir das grandes revoltas sociais que contestaram as divisões sexuais e raciais do trabalho em todo o mundo na década de 1970, a obra de Leopoldina Fortunati expande e transforma o modo como analisamos o processo de reprodução – parte do ciclo capitalista que diz respeito à produção de indivíduos como mercadoria força de trabalho.

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Partindo de categorias marxistas, Fortunati vai além, explorando inclusive a visão parcial de Karl Marx em relação à análise de reprodução, uma vez que o autor, que reconhecia o papel do trabalho doméstico no processo geral de produção como momento da reprodução da força de trabalho, não atribuía a essas atividades – centrais para a manutenção da vida tanto no âmbito material, da subsistência, quanto imaterial, no que diz respeito aos afetos e à sexualidade –a capacidade de produzir valor.  

Fortunati procura demonstrar, não contra Marx, mas para além dele, como o trabalho de reprodução realizado pelas “operárias da casa” e pelas “operárias do sexo” integra o processo geral de reprodução do capital. Original, a obra nos apresenta valiosas ferramentas de análise do estado contemporâneo do desenvolvimento capitalista e das lutas das mulheres hoje. No momento em que o trabalho digital borra ainda mais as fronteiras entre as jornadas de trabalho doméstico e extradoméstico, o texto continua sendo precursor e essencial.  

Trecho do livro

No terreno da reprodução, de fato, há duas classes em confronto: a dos capitalistas e aquela formada por duas frações de classe que são, de um lado, as operárias da casa e, de outro, as operárias do sexo. É justamente dessa complexa condição da trabalhadora livre como capacidade de reprodução que deriva, como mencionamos no início, a contradição particular da condição feminina na sociedade capitalista. Para a ideologia burguesa, a mulher não trabalha, no sentido estrito, mas desempenha uma missão, a de esposa e mãe (mais ou menos emancipada); para o trabalhador livre, a mulher é dona de casa ou prostituta, ou seja, presta-lhe um mero serviço pessoal (mais ou menos por amor); para o capital, ela deve apresentar-se como uma força natural do trabalho social para ser, em vez disso, operária da casa ou do sexo, não diretamente assalariada. Isso explica por que a mulher, presa a esse torno, inserida numa complexa relação de produção que o operário não reconhece, oprimida por uma produção ideológica de extraordinária densidade, está sujeita a uma dificuldade específica em se identificar como um setor de classe e, portanto, de se organizar”. 

Autoria de Leopoldina Fortunati
Capa de Mateus Rodrigues 
Texto de orelha de Maíra Kubik Mano 
Texto de quarta capa de Silvia Federici, Alessandra Mezzadri e Mariarosa Dalla Costa 
Tradução de Rita Matos Coitinho
Título original: L’arcano della riproduzione: 
casalinghe, prostitute, operai e capitale 

Apoio: Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália
Páginas: 288
Formato: 21cm x 14cm x 2cm
Peso: 313g
Ano Publicação: 2026
Encadernação: Brochura
ISBN: 9786557175415