Pessoas decentes

Leonardo Padura

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Pessoas decentes
  • autor: Leonardo Padura
  • tradução de: Monica Stahel
  • orelha: Xico Sá
  • capa: Ronaldo Alves
  • apoio: Ministerio de Cultura y Deporte da Espanha
título original:
Personas decentes
edição:
1
coleção:
Padura
selo:
Boitempo
páginas:
344
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
500 Gramas
ano de publicação:
2023
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557172490

O detetive Mario Conde está de volta, e 2016 em Cuba é o pano de fundo para o novo romance do premiado escritor Leonardo Padura. A visita histórica de Barack Obama, um show da banda Rolling Stones e um desfile da marca francesa Chanel foram alguns dos acontecimentos daquele ano e que são transportados para a literatura pelas mãos do consagrado autor de O homem que amava os cachorros.
 
Manuel Palacios procura Mario Conde, antigo companheiro de farda, quando um importante político da ilha, Reynaldo Quevedo, é assassinado durante a visita do ex-presidente dos Estados Unidos. Quevedo tinha muitos inimigos, pois no passado havia atuado como censor para garantir que artistas do país não se desviassem dos slogans da revolução. Déspota e cruel, acabou com a carreira de quem não queria se curvar a suas extorsões. Quando, alguns dias depois de se reverem, um segundo cadáver é encontrado, Conde precisa descobrir se as duas mortes estão relacionadas e o que está por trás dos assassinatos.
 
No desenrolar do mistério, o detetive pesquisa e escreve sobre a vida do cafetão Alberto Yarini, personagem inspirado em um caso real do início do século XX, quando Havana era completamente diferente. Um caso de assassinato de duas mulheres revela a luta aberta entre o poderoso Yarini e seu rival Lotot, francês que disputa os espaços de prostituição na capital. O desenvolvimento de tais eventos históricos será conectado ao presente de uma forma que nem mesmo o próprio Mario Conde suspeita.
 
Conhecido e celebrado por mesclar acontecimentos históricos à literatura, Padura entrelaça magistralmente os enredos, esmiuçando as características mais peculiares dos personagens, de Havana e de Cuba, em uma leitura instigante que prende o leitor do início ao fim.
 
Trecho
 
“Mario Conde não conseguia se lembrar da última vez em que ouvira falar de Reynaldo Quevedo. Poderia ter pensado, inclusive, se é que alguma ideia relacionada com aquele homem tinha atravessado sua mente, que muito pouca gente na ilha devia, ou queria, se lembrar do nefasto Reynaldo Quevedo. Mas a prática, critério supremo da verdade – como diz o vulgo –, voltava a demonstrar que a memória geralmente é mais obstinada do que muitos acreditam e tudo parecia indicar que alguém se lembrava, sim, e muito, do Abominável.
– Quer dizer que o mataram.
– É o que parece, mais ou menos – disse o tenente-coronel Manuel Palacios.
– Mais ou menos…? Bem, não deveria dizer que me alegro…, mas…, nada, nada, melhor ficar quieto. No entanto, a verdade, cá entre nós…, a verdade é que me alegro… Você tem ideia de por que o apagaram, mais ou menos?
– Algumas – suspirou o policial.
– Eu também – rematou Conde. – Uma ideia.”