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Pssica

Edyr Augusto Proença

R$ 32,00 Comprar

Pssica
  • autor: Edyr Augusto Proença
  • orelha: Daniel Galera
  • editor: Samauma Editorial (coedição)
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
páginas:
96
formato:
0cm x 0cm x 0cm
peso:
129 gr
ano de publicação:
2015
ISBN:
9788575594469

'Uma narrativa que nem se dá ao trabalho de arrancar para depois acelerar. O velocímetro está no vermelho no instante em que a sentença de abertura nos informa: Era para ser um dia normal.” – Daniel Galera

Após grande sucesso na França – onde teve três livros traduzidos –, o paraense Edyr Augusto lança um novo romance noir de tirar o fôlego. Em Pssica, que na gíria regional quer dizer “azar”, "maldição", a narrativa se desdobra em torno do tráfico de mulheres.

Uma adolescente é raptada no centro de Belém do Pará e vendida como escrava branca para casas de show e prostituição em Caiena. Um imigrante angolano vai parar em Curralinho, no Marajó, onde monta uma pequena mercearia, que é atacada por ratos d'água (ladrões que roubam mercadorias das embarcações, os piratas da Amazônia) e, em seguida, entra em uma busca frenética para vingar a esposa assassinada. Entre os assaltantes está um garoto que logo assumirá a chefia do grupo. Esses três personagens se encontram em Breves, outra cidade do Marajó, e depois voltam a estar próximos em Caiena, capital da Guiana Francesa, em uma vertiginosa jornada de sexo, roubo, garimpo, drogas e assassinatos.

 

 

“Desse horror acelerado ao máximo brota uma estranha poesia. Isso ocorre, talvez, porque o motor do texto é silencioso e eficiente. Os personagens nunca deixam de ter uma desejável ambiguidade. Vítimas e bandidos se confundem à medida que suas paixões, sofrimentos e crueldades convergem para uma série de acertos de contas, desencontros, fins abruptos. Mesmo nos picos de maldade, seus destinos evocam tristeza, quando não uma incômoda empatia”, 
Daniel Galera no texto de orelha de Pssica.

Edyr tem uma carreira consolidada como romancista de histórias ácidas e cruas, com forte sotaque, cores e sabores da Amazônia. Seus thrillers incomodam e seduzem, mas também propõem reflexões sobre problemas encontrados em qualquer cenário urbano. Representa o que há de mais interessante na literatura contemporânea. Ler Edyr é um verdadeiro tratamento de choque: a velocidade brutal aliada à barbárie potencializa ao extremo o realismo presente em cada frase seca e cortante de suas histórias. O estilo implacável, mordaz e direto, remete a algo como um soco no estômago de quem lê.

• Teve três romances publicados na França nos últimos dois anos: Os éguas/Belém (2013), Moscow (2014) e Casa de caba/ Nid de vipères (2015).

• A tradução de Os éguas/Belém ganhou o prêmio francês Caméléon, em 2015.

• Tem sido convidado a participar de diversos eventos literários na França: festival Étonnants Voyageurs, (2014), Salão do Livro de Paris (2015), festival de literatura noir Quais du Polar (2015), Salon du livre Les Mots Doubs (setembro, 2015). Também participará da 9ª Feira do Livro de Caiena, que ocorrerá na capital da Guiana Francesa, em novembro de 2015.