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Tempo, trabalho e dominação social
Autoria de Moishe Postone
Uma reinterpretação fundamental do pensamento de Marx que explora a subordinação dos seres humanos a imperativos sistêmicos no capitalismo, destacando a importância da alienação e do fetichismo nas relações sociais. Estudo provocador que desafia concepções tradicionais do marxismo.
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Em Tempo, trabalho e dominação social, Moishe Postone, professor de história moderna da Universidade de Chicago, propõe uma reinterpretação fundamental da teoria crítica de Marx. Fortemente influenciado pela Escola de Frankfurt e inserido em uma das tradições mais radicais e contemporâneas do marxismo, Postone analisa o capitalismo, antes de tudo, como uma forma de vida.

Escrito na década de 1990, esse livro inaugurou uma nova frente nos estudos marxistas, tão polêmica quanto necessária. As teses de Postone relacionam a forma do crescimento econômico e a estrutura do trabalho social na sociedade moderna com a alienação e a dominação presentes no coração do capitalismo.

Suas análises abriram caminhos para a renovação dos debates no interior do marxismo, o que torna esse livro leitura obrigatória, inclusive para os que defendem uma perspectiva diferente sobre a dinâmica capitalista. Em 1996, Tempo, trabalho e dominação social recebeu o prêmio de melhor obra teórica da American Sociological Association e, desde então, tem sido lançado em diversos países, como Alemanha, França, Espanha e Japão, entre outros. A edição brasileira conta com um Prefácio inédito do autor. Elaborando conceitos destinados a apreender o caráter essencial e o desenvolvimento histórico da sociedade moderna e a superar a conhecida divisão entre estrutura e ação, significado e vida material, o autor questiona muitos dos pressupostos marxistas tradicionais e oferece novas interpretações dos argumentos centrais de Marx. Esses conceitos o levaram a uma análise original da natureza e dos problemas do capitalismo e fornecem a base para uma crítica do “socialismo realmente existente”.

De acordo com Postone, Marx identifica o núcleo do sistema capitalista com uma forma impessoal de dominação social gerada pelo próprio trabalho e não simplesmente com mecanismos de mercado e propriedade privada. O trabalho proletário e o processo de produção industrial são caracterizados como expressões de dominação, e não como meios de emancipação humana. Essa reinterpretação gera uma análise crítica do caráter historicamente dinâmico da vida social moderna. “Nessa óptica, a mera substituição da propriedade privada dos meios de produção pela estatal não podia produzir a superação do capitalismo. Para superá-lo, na perspectiva trazida à luz por Postone, é preciso superar o próprio valor-trabalho como regulador social ou, o que é o mesmo, abolir o trabalho alienado. Nessa leitura o advento do socialismo sempre exigiu, segundo o próprio Marx, a eliminação da forma mercadoria e, portanto, da forma dinheiro”, afirma Eleutério Prado, no texto de orelha.
 
Autoria de Moishe Postone
Tradução de Amilton Reis e Paulo Cezar Castanheira
Ilustração de Harry French
Texto de orelha de Eleutério Prado
Texto de quarta capa de American Journal of Sociology, American Political Science Review, New German Critique e Robert Kurz
Capa de Ronaldo Alves
Número de páginas: 488
Dimensões: 21 x 14 x 2,7 cm
Peso: 688,1 g
ISBN: 9788575593981
Encadernação: brochura
Ano de publicação: 2014

SubTítulo 297535

uma reinterpretação da teoria crítica de marx