“Quando o dia está cinzento, eu quero brilhar”, diz Valentim à mãe logo no início da história. E de fato é pelo colorido que conhecemos o protagonista, para quem as cores formam uma espécie de linguagem secreta para perceber e organizar o mundo. Valentim também gosta de tecidos e de imaginar o que poderia criar com eles.
Na escola, porém, algumas dessas características fazem com que ele seja alvo de provocações. Quando Luca, Ahmed e Antônio o chamam para jogar futebol, por exemplo, Valentim gostaria de participar, mas também sente medo de revelar que não sabe. A brincadeira não termina bem: Antônio faz Valentim tropeçar, Valentim se machuca e, tomado pela raiva, agarra a camiseta do colega e a rasga.
No dia seguinte, Valentim não consegue ir à escola. Entre a vontade de voltar e o medo de encontrar os colegas, procura refúgio em sua máquina de costura. Então reúne diferentes retalhos e costura uma camiseta de muitas cores, que dará de presente. A linha junta pedaços; no processo, se aquilo que foi rompido não volta a ser igual, quem sabe ao menos pode ser transformado?
Valentim de todas as cores é um livro poético, delicado e visualmente expressivo, que permite conversar sobre estereótipos sem substituir uma regra por outra. Há muitas maneiras de ser menino ou menina; afinal, há muitos modos de ser criança, brincar, criar amizades, demonstrar coragem, sentir medo e pertencer a um grupo.
Autoria (texto) de Chiara Mezzalama Autoria (ilustração) de Reza Dalvand Tradução de Sofia Mariutti Páginas: 32 Formato: 26cm x 21cm x 2cm Peso: 180g Ano Publicação: 2026 Encadernação: Brochura ISBN: 9786557175774