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México insurgente

John Reed

R$ 52,00 Comprar

México insurgente
  • autor: John Reed
  • tradutor: Luiz Bernardo Pericás
    Mary Amazonas Leite de Barros
  • apresentação: Luiz Bernardo Pericás
  • orelha: Francisco Alambert
  • quarta capa: Werner Altman
edição:
coleção:
Clássicos
volume:
1
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
idioma:
Português
páginas:
336
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
475 gr
ano de publicação:
2010
ISBN:
8575591541

No ano do centenário da Revolução Mexicana de 1910, a Boitempo Editorial reedita, com nova tradução, o depoimento mais importante sobre este momento decisivo da história latino-americana. Publicado em 1914, México insurgente foi o primeiro livro do jornalista estadunidense John Reed que, a partir daí, ganharia notoriedade como o mais importante correspondente de guerra daquele país.

Então com 26 anos, Reed passou quatro meses no México a serviço de um jornal nova-iorquino, acompanhando de perto a derrubada do ditador Porfirio Días e as rebeliões camponesas que irromperam depois do assassinato do presidente Madero, que tomariam proporções de uma guerra civil. Como aponta na apresentação o historiador Luiz Bernardo Pericás, “camponeses indígenas, pequenos empresários, rancheros, magonistas, zapatistas, villistas, militares, professores, jornalistas, mercenários, soldados, políticos, ladrões, foras da lei e até mesmo donos de terra participavam da grande convulsão social, que tinha diferentes matizes e interesses em jogo”.

De acordo com Pericás, um dos tradutores desta versão, juntamente com Mary Amazonas Barros, a obra constitui um retrato “magistral” das paisagens e do povo mexicano em luta, em especial de Pancho Villa, figura cuja trajetória era completamente distorcida pela mídia dos Estados Unidos. México insurgente foi um dos primeiros livros que Ernesto Che Guevara procurou ler quando chegou ao México, antes mesmo de conhecer Fidel Castro e de se tornar guerrilheiro. O livro o impressionou tanto que anos mais tarde, em 1965, leria novamente a obra, de partida do Congo e antes de seguir sua trajetória que terminaria na Bolívia.

Mesmo tendo sido posteriormente institucionalizada, a Revolução Mexicana representa um dos capítulos mais importantes da história do continente e muitas de suas premissas e bandeiras seguiram inspirando diversos movimentos políticos emancipatórios.

A edição que a Boitempo agora publica traz ainda um amplo caderno de imagens, uma cronologia do autor, texto de orelha do professor do Departamento de História da USP Francisco Alambert e quarta capa do historiador Werner Altmann.

Trecho da obra

Um rugido começou atrás da multidão e se espalhou como fogo num ritmo crescente, até parecer levantar milhares de chapéus das cabeças. A banda rompeu a tocar o hino nacional mexicano, enquanto Villa vinha caminhando pela rua. Vestia um velho e simples uniforme cáqui, no qual faltavam vários botões. Não se barbeara recentemente, não usava chapéu e seu cabelo não havia sido penteado. Caminhava curvado, com os pés ligeiramente para dentro e as mãos enfiadas nos bolsos das calças. Ao entrar no corredor por entre as rígidas filas de soldados, parecia um pouco constrangido, sorrindo e saudando um compadre aqui e outro ali nas fileiras. Ao pé da escadaria, o governador Chao e o secretário de Estado, Terrazzas, se uniram a ele, vestidos com uniformes de gala completos. A banda tocou sem restrições e, assim que Villa entrou no salão de audiências, a um sinal de alguém que estava no balcão do palácio, a enorme multidão aglomerada na Plaza de Armas manifestou-se, e todos os brilhantes oficiais agrupados no recinto o saudaram formalmente. Foi uma cena napoleônica! Villa hesitou por um minuto, alisando o bigode e parecendo bastante desconfortável; finalmente se dirigiu ao trono, o qual testou sacudindo os braços, e então se sentou, com o governador à sua direita e o secretário de Estado à sua esquerda.

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