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O século XXI

socialismo ou barbárie?

István Mészáros

R$ 38,00 Comprar

O século XXI
  • autor: István Mészáros
  • tradutor: Paulo Castanheira
  • orelha: Ricardo Antunes
edição:
selo:
BOITEMPO EDITORIAL
idioma:
Português
páginas:
116
formato:
21cm x 14cm x 1cm
peso:
100 gr
ano de publicação:
2003
encadernação:
Brochura
ISBN:
8575590251

O húngaro István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex, na Inglaterra, é um dos principais pensadores marxistas da atualidade. Discípulo e colaborador do filósofo György Lukács, com quem trabalhou na Universidade de Budapeste de 1954 até a repressão soviética ao levante de 1956, é um pensador radical.

Profundo conhecedor da longa tradição dos estudos marxistas, é autor de obras clássicas como A teoria da alienação, O poder da ideologia e do sólido estudo Para além do capital, sem dúvida sua obra de maior envergadura e densidade, lançada em 2002 no Brasil pela Boitempo Editorial. Nesta obra, Mészáros parte do diagnóstico de que a obra de Marx permaneceu inacabada, e que, portanto, cabe levar adiante o espírito que presidiu sua elaboração, continuando o que ficou por fazer. Seu livro acabou por se tornar uma reavaliação sólida e lúcida de O Capital para os dias de hoje, tarefa que o próprio Lukács chegou a se propor e que não pôde executar.

Como afirma o professor Ricardo Antunes em texto publicado na orelha dessa edição, “se Para além do capital é a obra maior de István Mészáros, quase sem paralelos pela envergadura e pela densidade, neste início do século XXI, em que alguns dos nexos essenciais do capital dos nossos dias foram exaustiva e abundantemente tematizados e demolidos pelo autor, este pequeno livro agora publicado pela coleção Mundo do Trabalho com o título O século XXI: socialismo ou barbárie? é seu corolário político de combate”.

Mészáros denuncia a falsidade da ideia de que chegamos ao fim do imperialismo e da era dos impérios, apresentando uma crítica corajosa e contundente que demonstra a agressividade da política norte-americana em um mundo onde a globalização se caracteriza pela degradação ambiental, pela desvalorização do trabalho, pelos massacres dos povos, pela perda dos sentidos e dos valores de humanidade e de vida social, impondo ao mundo uma política de destruição próxima de seu limite último.

Escrito dois anos antes dos ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono em setembro de 2001, o livro acabou por assumir um sentido premonitório. Segundo Mészáros, os atos terroristas e seus desdobramentos são manifestações claras da crise estrutural do capital, gestada a partir da década de 1970 e analisada em detalhe em Para além do capital. Para ele, a ordem cronológica da atual doutrina militar norte-americana “está apresentada de cabeça para baixo”.

Ao contrário do que se divulga, não se poderia definir o 11 de setembro de 2001 como um ponto de mudança de rumo radical da política norte-americana. Segundo Mészáros, já na época do presidente Bill Clinton, a política era a mesma, “ainda que de forma mais camuflada”.

O que caracterizaria a atual situação é o fato de não ser mais uma condição a ser resolvida com o alinhamento das chamadas grandes potências à posição hegemônica dos Estados Unidos, para a solução de uma situação política conjuntural. Para Mészáros, existe agora uma “relação contraditória entre uma contingência histórica – o capital norte-americano se encontrar hoje em posição preponderante – e a necessidade sistêmica ou estrutural – o impulso irresistível do capital para a integração monopolística global a qualquer custo, mesmo colocando em risco a sobrevivência da humanidade”.

Portanto, ainda que seja encontrada uma saída política conjuntural, permaneceria irresolvida e urgente a necessidade sistêmica que emana da lógica da integração monopolística do capital. Mészáros afirma que a elaboração de uma resposta historicamente viável a esses desafios só será possível “pela construção de uma alternativa radicalmente diferente do impulso do capital em direção à globalização imperialista/monopolista, no espírito do projeto socialista, corporificado num movimento progressista de massas”.